O Ministério da Economia não tem uma política econômica e se transformou num mero instrumento de
arrecadação. Vive procurando algo para criar um novo imposto e aumentar os já
existentes. Já temos a mais alta tributação do Planeta e em troca a população
nada recebe, a não ser àqueles na linha de miséria que vivem presos às migalhas
que o Governo libera. Assim os mantém aprisionados à sua ideologia carcomida
pelo tempo. A inflação está aumentando e os preços dos alimentos subindo sem
parar. Desarmaram a população e destruíram o Sistema educacional brasileiro,
que hoje tem um dos mais baixos índices do PISA. As universidades e até as
escolas de ensino secundário se transformaram em fabriquetas de militontos, e aí
os índices ainda são piores. A violência tornou as cidades brasileiras perigosas
com quase 50 mil mortes violentas registradas. E o povo como vê estes
desmandos? Simplesmente nas quatro décadas de governos de esquerda boa parcela
da população emburreceu através do sucateamento do ensino e de uma política
cultural que enaltece e financia conteúdos de baixo nível. É a cultura da bunda e do palavrão. Agora mesmo foram
alocados dez bilhões de reais pela ministra da cultura, que é uma cantora de
axé music. Os brasileiros conscientes precisam se organizar para reagir diante
deste descalabro que colocaram a nação brasileira. É hora de agir!
Objetivo
sexta-feira, 29 de dezembro de 2023
UM ANO DE RETROCESSOS
segunda-feira, 11 de setembro de 2023
O CANCELAMENTO
Estamos vivendo tempos obscuros onde o cidadão é
jogado num presídio pelo simples fato de manifestar sua opinião. Não interessa
se é homem ou mulher, se é um idoso ou idosa ou mesmo se tem alguma
morbidade. Este castigo muito em voga no Brasil atual é aplicado impunemente
contra todos que desagradam o Sistema . As pessoas estão sendo presas,
torturadas, exiladas, censuradas e desmonetizadas nas redes sociais. A polícia
política invade as casas às 6 horas da manhã causando traumas nos filhos das
vítimas, e em toda a família. O local de trabalho também é invadido para
confisco do celular, computador e tudo é revirado. O cidadão é retirado de
circulação e se transforma num pária da sociedade dos vermelhos. A Constituição
e os códigos foram jogados na lata do lixo. Lembra a célebre frase de Luiz XIV:
“O Estado sou eu!” Isto está acontecendo no Brasil em pleno século
XXI. Esta atitude tresloucada e inexplicável precede a imposição de um Estado
totalitário e ditatorial onde milhões de pessoas estão amedrontadas ao assistir
estes atos de abuso de poder.
As
instituições estão corrompidas. O caminho está livre para a implantação da
ditadura e ninguém consegue impedir este avanço célere da Carreta Furacão que
vai destruindo tudo por onde passa. Novos passageiros inclusive parlamentares
embarcam atraídos por muito dinheiro oriundo das emendas de um orçamento
secreto, onde os órgãos de controle foram neutralizados e tudo é encoberto por
um manto vermelho. Tem um consórcio de mídia ávido por dinheiro público que
verbera essas ações e ainda contribui distorcendo e caluniando com o objetivo
de destruir a reputação dos opositores. Lembro que fizeram isto com o grande
escritor Jorge Amado quando ele percebeu as atrocidades que o partido comunista
fazia e deixou o partido. Era para ter sido laureado com o Prêmio Nobel de
Literatura pelo conjunto e qualidade da sua obra, mas os comunistas na época não
permitiram. Depois nos anos 60 a esquerda cancelou o cantor Wilson Simonal que
estava no auge do seu sucesso e os porta-vozes do cancelamento foram o pessoal
dos veículos chamados de alternativos e artistas que ainda
hoje estão aí de cabelos brancos requebrando nos palcos. Passaram-se os anos e
os canceladores continuam atuando com sua sanha de ódio sedentos por castigar
quem não concorda com sua ideologia totalitária. A lista dos cancelados, dos
presos e processados só cresce.
quarta-feira, 9 de agosto de 2023
SENSAÇÃO DE IMPOTÊNCIA
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Sistema amedronta e ameaça o cidadão brasileiro. |
Agora
quatro dos onze ministros já votaram pela descriminalização das drogas, papel
que não lhes cabe, e sim ao Congresso Nacional que é de legislar sobre este
assunto polêmico. Os países que legalizaram estão revogando e os que ainda
continuam com as drogas legalizadas estão colhendo os frutos podres com aumento
da criminalidade e maior consumo de drogas. São milhares e milhares de famílias
e jovens destruídos pelas drogas. Também temos uma legislação penal fraca
e que protege o bandido e deixa suas vítimas ao léu. Lembram-se do caso do
André do Rap, que é um traficante perigoso e foi solto pelo STF e desapareceu?
Outros já foram soltos e bens de traficantes devolvidos pelos mesmos juízes que
hoje querem as drogas livres em nosso país.
Não
vivemos mais numa democracia em nosso país. Até o presidente disse que estamos numa democracia relativa. Não existe
democracia relativa, se não estamos numa democracia estamos numa ditadura com
total insegurança jurídica, com presos políticos, exilados, censurados,
desmonetizados e amedrontados. As ameaças surgem a todo o momento expressas nas
redes sociais, em palestras e até mesmo em sessões dos tribunais. O
brasileiro está perdendo seus direitos fundamentais explícitos na Constituição
de 88 e estão sentindo impotentes diante deste quadro sombrio onde
trafega celeremente a Carreta Furacão.
segunda-feira, 26 de junho de 2023
POMBAL PRECISA COMEMORAR O SÃO JOÃO
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Fogueira que encontrei na chamada Rua da Brahma e fotos do Forró de Nilson Brito. |
Teve um ano que saímos pelas ruas com saiotes e pintados com uma imensas margaridas. As caretas faziam a festa da garotada correndo e fazendo medo. A distração era descobrir quem estava por trás daquelas máscaras e vestimentas improvisadas, alguns pareciam vestidos de molambos. Outros pintavam os rostos de carvão e assim se divertiam a valer. Quando era pela tarde a banda costumava sair pelas ruas tocando e a gente atrás cantando e dançando movidos por muita alegria e cerveja, e geralmente acabávamos no bar Quitandinha ou no de Antônio Pelanca.
O São João era animado e tinha quebra pote e pau de sebo na rua de Santa Cruz , hoje Evência Brito, e na rua da Ribeira, onde hoje está a igreja nova. A Donana, mãe de Benedito Borges organizava as quadrilhas e Ribeira do Pombal tinha um dos mais animados São João da região. Porém, a partir dos anos 2000 chegaram ao poder pessoas que nada tinham a ver com as tradições da Cidade e assim acabaram com o carnaval criando a micareta que é uma festa artificial que só serve para colocar mais dinheiro nos bolsos dos administradores . Contratam bandas caríssimas que custam mais de 500 mil por uma apresentação e enche a cidade de gente de fora enquanto os moradores tem um participação secundária.
Fiquei decepcionado no dia de São João quando percorri várias ruas pela noite e vi poucas fogueiras e algumas familias reunidas na frente de suas casas comemorando com seus filhos e netos soltando fogos. Lembro que a gente saia em caminhões até o tabuleiro de Tucano para pegar madeira que chamavam de candeias secas para fazer a fogueira e encontrar um pau linheiro para servir de pau de sebo. Tudo era uma alegria imensa e assim o São João tinha a participação de muita gente para enfeitar o pau de sebo, colocar os presentes no topo e também dentro do pote. Diante da ausência do poder municipal que destruiu mais esta tradição o jeito foi os moradores organizar suas festinhas nas fazendas e sítios. Fui convidado e participei do chamado Forró do Britos, ou Forró do Nilson na casa de meu primo querido Nilson Brito em sua fazenda no Cassuçu. Confesso que foi muito prazerosa porque encontrei e conheci novos primos e a festa estava animada com muita música junina , comidas típicas e bebida à vontade e gente bonita.
quarta-feira, 31 de maio de 2023
ENCONTRO DE DITADORES COMUNISTAS
Agora o país vira palco para
receber os piores ditadores que massacram suas populações no Continente Sul-Americano
a exemplo da Venezuela, Nicarágua e Bolívia. Existem no Brasil mais de 370 mil
refugiados venezuelanos que fugiram da fome e da perseguição do ditador Maduro,
um homem hoje procurado oficialmente pela polícia americana. Também muitos
bolivianos fugiram da fome e trabalham no Brasil em condições precárias
especialmente em São Paulo. Aqui ele desembarcou num avião russo e foi recebido
como Chefe de Estado, num total desrespeito ao Congresso Nacional e ao povo
brasileiro. O pior é que depois de dar um calote de 722 milhões de dólares o
poste prometeu "reprogramar" o calote venezuelano e emprestar mais
dinheiro ao ditador que não paga a ninguém. Aproveito para pedir desculpas ao
povo venezuelano, nicaraguense e boliviano que sofrem diariamente nas garras
destes facínoras.
sexta-feira, 7 de abril de 2023
HISTÓRIAS EM QUADRINHOS - MICKEY, O TOPO GIGIO, GATO FÉLIX NUM CONGRESSO EM SÃO PAULO
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Página original. |
Na
escola todos têm um segundo nome: Super-Homem, Fantasma e Tarzan. Eles se
consideram mesmo super-heróis e as brincadeiras mais violentas são as
preferidas. Os psicólogos aconselham que a solução é chamar atenção dos meninos
para outras atividades não violentas. Mas no caso dos adultos que consomem
diariamente milhares dessas revistinhas, o problema se apresenta com mais gravidade.
Talvez uma frustração na infância sejam as razões encontradas para uma possível
explicação. As crianças ainda gostam de Histórias em Quadrinhos. Atualmente muitas trocaram pelos games nos celulares sofisticados que são companheiros inseparáveis.
DIVERTIMENTO
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A criadora Maria Perego e seu Topo Gigio que fez sucesso no mundo inteiro. |
Cada
indivíduo reage diferentemente ao impacto da violência. Mesmo os leitores assíduos,
que procuram se divertir com essas histórias terminam envolvidos por elas. As,
eles também, são vulneráveis e muitos não resistem à violência sem ajuda de um
colega ou amigo. A capacidade de autodefesa que varia de indivíduo a indivíduo,
é limitada, e muitos caem por terra em seus sonhos de ser um super-herói invencível.
O divertimento procurado traz a consequência do envolvimento e na realidade
muitas dessas pessoas ficam desapontadas quando encontram um páreo mais duro e
não conseguem quebrar em pedaços o seu adversário.
A
FUGA
O
fator fuga é apontado pelos estudiosos como causa do consumo desenfreado em
nossa época, dessas revistas. A criança ou o adulto muitas vezes está
atravessando uma fase um pouco difícil e tentam superá-la com a leitura desses
livretos, fugindo da realidade. Isto é em decorrência de uma vida familiar ou conjugal
embaraçada, cheia de conflitos de um ambiente de trabalho tenso e agitado.
Mesmo com a ausência desses problemas que atingem diretamente quase todo
indivíduo no mundo atual, a necessidade de violência é explicada como inerente
ao homem. Sim, necessidade e até certo ponto natural. Uma gritaria num estádio
de futebol ou mesmo um esfregar de mãos pode ser normal...
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O Gato Félix tem muitos fás de suas aventuras. |
Os
homens e os bichos convivem nestas Histórias em Quadrinhos, e esses últimos
sempre tiveram um lugar de destaque em todas elas. O Gato Félix, criado por Pat
Sullivan e o Gato Louco, de Ben Harrison e Mary Gould divertem até hoje
milhares de americanos frustrados. Os dois disputam acirradamente a preferência
de um imenso público. E foi para complicar esta situação que foi criado um rato
de nome Mostimer que nasceu feito e triste. Em pouco tempo foi-se transformando
não só na aparência, como na personalidade, e ganhou um novo nome: Mickey. Este
ratinho engraçado ficou tão famoso que foi aprovado pela Liga das Nações, que
deu origem a ONU, ganhando uma estátua no Museu de Cera. As peripécias desses
personagens são vividas e consumidas por um público facilmente identificável...
AS
FOTONOVELAS
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Mickey com sua graça é quase impatível. |
Uma
garota de 16 anos, aluna da segunda série ginasial, disse que "amo o
Cláudio Marzo. Chorei no dia em que ele se casou. Não sou bonita e os rapazes
de Salvador não me dão muita importância, mas se eles fossem inteligentes como
Cláudio reconheceriam que beleza não é fundamental”. Marlene vive uma vida de fantasia.
Dirão, que é próprio de sua idade. Mas outras moças de mais de vinte e cinco
anos vivem o mesmo problema dessa adolescente. As fotonovelas levam essas
pessoas a um envolvimento. Muitas chegam a chorar quando esses ou aquele
personagem é morto ou sofre qualquer acidente num conto de fotonovela, a
depender da vontade do autor, que deseja dar esta ou aquela dramaticidade ao
conto.
O
ídolo é para a mocinha um objeto raro e amoroso fora do seu alcance. Ela se
mantém numa posição "idealizada como se magicamente pudesse receber de um
cantor ou ator, por exemplo tudo de bom que eles têm, sem fazer nenhum sacrifício".
PORNOGRAFIAS
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Cuica de Santo Amaro recitando seus versos. |
Raciocinam
que não podem perder tempo. A leitura dessas pornografias proporciona um
momento de prazer para esses indivíduos que chegam a sonhar praticando certos
atos com essa ou aquela garota desejada intensamente.
Em
diversas bancas de jornais vendem-se clandestinamente essas Histórias em Quadrinhos.
Já tivemos a oportunidade de ver em mãos de um conhecido uma dessas brochuras.
O autor anônimo, sem o mínimo de gosto escreveu um texto grosseiro, irritante e
medíocre. O nome de uma mocinha estudante universitária e de família importante
de nossa Capital figurava como "atriz". palavras e cenas
impublicáveis que qualquer órgão de imprensa enchiam as doze páginas da
brochura. O pior de tudo, é que além do nome da moça, o difamador colocou o
nome da família e o bairro onde reside. Se a polícia tomasse conhecimento onde
estão sendo vendidas essas revistinhas certamente tomaria as providências
cabíveis. Mas a verdade é que ninguém sabe, ninguém viu... E a coisa continua
enchendo os olhos dos sexualistas frustrados.
Quando
falamos em pornografias na Bahia ligamos o nome do conhecido Cuica de Santo Amaro,
que se postava em frente ao Elevador Lacerda vendendo seus
"escritos". Além de livrinho de versos com pornografias o Cuica fazia
alguns desenhos mal feitos e de péssimo gosto os quais naquela época eram
vendidos a preços altos. Os seus clientes eram jovens e velhos.
UMA
CRIANÇA ADULTA
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O criador Walt Disney |
Mas
estes homens que até hoje consegue divertir centenas de milhares de crianças e
adultos, tinha poucas ilusões. Chegou a afirmar certa vez que não haverá
guerras no mundo! Ao contrário. Tenho certeza de que as guerras continuarão
existindo enquanto o Planeta for povoado". Talvez é por esta razão que os
bichinhos e os homens foram criados por Disney estão em constante luta. A violência
é mais ou menos constante a depender do livrinho. Ele acreditava que muito se
pode aprender com os animais." A maioria dos animais não mata por gosto de
matar; mata para comer. E quando estão satisfeitos, não matam até o momento em
que voltam a sentir fome. O que é melhor que matar em nome das ideologias, das
religiões, e outras coisas não acha?"
CONGRESSO
INTERNACIONAL
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Fantasma fez 80 anos e continua apreciado. |
Na próxima terça-feira esses homens já estarão reunidos em debates. A produção nacional dessas Histórias em Quadrinhos é considerada um dos temas mais importantes. A Estética das História em Quadrinhos como forma idiomática do século XX ser, a abordada numa conferência a ser proferida por Burne Hogarth. Projeções de Histórias em Quadrinhos serão realizadas para os congressistas, principalmente aqueles personagens que influem nas sociedades modernas.Um fato curioso é que a grande tendência para os brasileiros são as histórias de terror. Um de seus criadores em nosso país é o indivíduo conhecido como "Zé do Caixão", radicado em São Paulo.
AUSENTES
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Tarzan, o Rei das Selvas. |
terça-feira, 4 de abril de 2023
APRENDA COMO VIAJAR DE TREM,ÔNIBUS E TÁXI EM SALVADOR
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Página original. |
Jornal A Tarde, 02 de janeiro de 1971.
Texto Reynivaldo Brito
Ilustrações Nicolay Tishchenko (1926-1981)
A informação de qualquer atividade na Cidade do
Salvador é uma verdadeira Via Crucis embora existam vários tipos de
veículos para transporte individual e coletivo, com grande quantidade de “táxis
voadores” à sua disposição para que possa chegar a qualquer ponto da cidade da
maneira mais confortável e rápida possível. A verdade é que nem sempre você
chega ao seu destino, ou quando consegue está terrivelmente atrasado e nervoso.
Mas, você é um passageiro, e como tal, deve ser um “cara” paciente…
Se desejar conhecer algum ponto da Cidade, vamos dizer um subúrbio, é
muito fácil. Vá à Estação da Calçada e tome um dos trens suburbanos. É uma
condução que oferece o mais alto índice de segurança, rapidez, e principalmente
elasticidade. Lá não existe falta de lugar, sempre cabe mais um. Os vagões são
tão elásticos que caberiam toda a população da Cidade. A entrada ou acesso aos
vagões, é fácil. Além de você entrar pelas portas laterais, poderá ainda
utilizar das janelinhas. A saída é mais fácil ainda. Pode pisar nas cabeças dos
passageiros e simplesmente “pedir desculpas.” Desta forma você alcança aos
poucos e em segundos, a porta de desembarque…
Os TRENS
Na Estação da Calçada os trens são “ invadidos, “com tanta rapidez e agilidade pelos moradores dos subúrbios, que um malabarista ficaria abismado. É um verdadeiro treino para um circo. Em menos de dois minutos mais de dois minutos, mais de dez vagões já estão superlotados de gente, galinhas, embrulhos, frutas, e coisas inacreditáveis. Uns trepados nos estribos, outros segurando em pequenas saliências. Dentro, centenas se comprimem em meio de sacos, vasilhas e bacias. A presença de um suíno não espanta os passageiros. Quando o trenzinho chega no próximo subúrbio, vem nova invasão. Os “caras “que estavam esperando o trem há algum tempo, investem todos de uma só vez. Em contrapartida, os que já vinham viajando, empurram os que desejam entrar. É um “bafafá dos diabos”. As portas de vez em quando são acionadas pelo maquinista, principalmente quando nota que a invasão está sendo repelida. Este mecanismo das portas quase não falha. Resulta quase sempre em mãos apertadas, narizes quebrados, e outros acidentes sem muita importância. Em poucos minutos o trem começa a bufar e ganha novos metros da linha férrea.
O mecanismo das portas é o maior
inimigo dos invasores. Muitas vezes os passageiros inutilizam estes mecanismos.
Quando isso não acontece, eles passam a abrir as janelinhas que são muitas,
para entrar e sair dos vagões. Ali não existe perigo de acidente com
importância. Quando estão dispostos trepam na parte de fora dos vagões. Os
atrasados pulam por cima dos demais e pedem a tradicional “desculpa” …Os
aproveitadores de quando em vez dão uma beliscada na parte traseira das
mocinhas, e recebem de presente um “tapão” ou uma bolachinha no rosto. Mas eles
já se acostumaram com esse tipo de retribuição. Passam um lenço na face e
passam para outro vagão. Novo beliscão ou um bofetão etc., até o final de
linha.
O ÔNIBUS
sua aparência não deve impressionar o usuário. Sua lataria suja e às vezes esburacada, é prova de sua eficácia no trabalho. Se você ainda não pegou um desses transportes coletivos, experimente. Eles têm cores, tamanhos, itinerários, e preços diferentes. Uns viajam a sessenta quilômetros por hora, outros a oitenta quilômetros por hora. A velocidade depende da responsabilidade do motorista. Agora, em época de festa, eles estão mais ativos, e a velocidade poderá alcançar mais alguns quilômetros por hora...
O motorista é quem dirige o ônibus. Ele senta-se atrás do volante e o seu nome oficial é “chofer.” Mas, durante o dia, ele e sua família são chamados por um bocado de nomes…Seu companheiro, o cobrador, é um sujeito fantástico. Fica sentadinho não sua cadeira recebendo o dinheiro dos passageiros. Se você tomar um ônibus, trate de levar o seu dinheiro contadinho, para não o aborrecer. A exigência do troco perturba a vida do cobrador…
DEVERES
Os deveres do “chofer” estão
registrados no volante à sua frente. Não pode conversar com passageiros,
lotação do ônibus, velocidade, etc., etc. Mas, tudo é “para inglês ver. “Ele é
quem faz a sua lei. O itinerário não é obrigatório. Se o ônibus ou lotação está
vazio, antes do fim do ramal ele volta de onde quer, burla e deixa os
passageiros nos pontos, faz o diabo a quatro, senhoras e velhos reclamam: Seu
motorista, vou saltar em tal lugar, e o senhor não vai passar por lá? O ônibus
é dele? A resposta nunca vem. Ele está preocupado com o seu novo itinerário, e
o negócio é “pé na tábua... A velocidade
sempre está acima do permitido, e o bate papo do motorista com um passageiro
amigo ou um colega, continua dentro dos transportes coletivos. Talvez a razão
disso seja porque não ficou explícito o que seria o “indispensável”.
As grandes colisões são a tônica
no dia a dia do “chofer”. Em média duas pessoas morrem diariamente por colisões
e atropelos fatais em Salvador. Mas, quando o nosso herói encontra pela frente
um “fusquinha”, o negócio é empurrar o “cara “para fora da pista. Em dois ou
três minutos o assunto já vai estar resolvido pelo guarda de trânsito, que
exige “respeito à autoridade”. Vai encher o talão de multa, escrevendo tudo
errado. Quando o advogado do infrator vai responder na repartição competente
pelo ato do seu constituinte, a causa já está ganha, porque alguém conseguiu
esconder o que o guarda escreveu...
LOTAÇÕES
É uma tranquilidade você tomar
uma lotação na Cidade. Elas estão na grande maioria na Praça da Sé, na Praça da
Inglaterra e no Campo Grande. Quando chegar num desses logradouros públicos e
observar uma imensa fila, não desanime. Toma o seu lugar, dentro de uma ou duas
horas no máximo você estará sentado numa das poltronas sujas e empoeiradas. Sua
calça deve cooperar com a empresa, na preservação do seu patrimônio.
Quando você chegar a seu
destino, trate de deixar uma “tirinha” da sua calça de tergal, para ajudar no
enchimento do banco. Se por acaso você não conseguir uma poltrona vazia no
micro ônibus que acabou de chegar não se preocupe. Saia da fila e ande alguns
metros na direção contrária ao itinerário que pretendia seguir, e, quando
avistar um deles, dê com a mão com o polegar virado para cima. O “chofer “é um
cara legal. Dá um freio instantâneo e um dos passageiros é acionado
estrategicamente junto ao motor. Não “titubeie”. Entre mais que depressa e tome o lugar que acabou de ficar “livre”. Mas,
se é uma mocinha que deseja tomar a lotação e esta, está cheia, com apenas uma
risadinha, o problema está resolvido.
O cobrador transmite
imediatamente o seu gesto para a mocinha e a porta lhe será aberta, e você
encontrará um lugar, pois, sempre existe um “cavalheiro “dentro destes
transportes coletivos.
Quando entrar numa lotação tome
posição estratégica. Nela não existe cadeirinha para o cobrador como acontece
nos ônibus. Então, o cobrador se utilizará dos seus ombros, principalmente se
você é um cara robusto. Durante a viagem ele precisará cobrar as passagens, e
assim vai se apoiando nos ombros dos passageiros que estão nas extremidades.
A FILA
A fila é uma “necessidade”... Se
alguém não quiser colaborar com ela, trate de viajar em horários que não
existam filas. Aí terá oportunidade de constatar a grande verdade da lei da
“oferta e da procura”. Os motoristas e cobradores uns verdadeiros “gentlemans”.A
viagem é agradável. O “chofer “vai parando devagarinho em todos os pontos de
embarque e desembarque de passageiros. Umas tapinhas na lataria do veículo
funcionam como verdadeiros sirenes. Os “caras “vão subindo e cada um toma lugar
numa poltrona. Mesmo que você não deseje ir naquele itinerário, tome esta
lotação. Depois de alguns metros, faça um sinal para que o motorista pare o
veículo, dizendo que “tomei o transporte errado, ou que me esqueci da carteira
de cédulas, em casa.”
Dizem os técnicos do DETRAN, que em Salvador existem muitos ônibus, lotações etc.E o que precisamos é de regionalização. Imaginamos que com “tanto” transporte estamos passando vexame, se o número for reduzido!
O TÁXI
O cidadão que estiver no meio da rua esperando um táxi para ir para sua residência, e passar um carrinho em alta velocidade com o taxímetro “LIVRE”, não se afobe. Acene com a mão. Se for hora do “rush”, ou seja, quando você necessita mais deste transporte, certamente que este motorista não para. Mas, quando isto acontecer, esteja preparado para responder a esta pergunta: “O senhor vai pra onde”? Se responder diga que deseja ir para Nazaré, Saúde, Tororó ou qualquer outro bairro próximo do centro da Cidade, ele lhe
responderá que o carro está com
defeito, que vai almoçar, que vai jantar, ou outra desculpa qualquer. Mas, não
se desespere. Volte a seu lugar de origem e continue a acenar para todos os
táxis que passam, mesmo para aqueles que estiverem ocupados. Se algum parar, diga
ao simpático motorista que deseja ir ao Rio Vermelho ou Pituba. O distinto lhe
recebe com uma risadinha e manda você entrar. Depois de viajar alguns metros em
direção a estes bairros, diga que volte para Nazaré, seu itinerário anterior,
pois esqueceu algo. Assim você conseguirá chegar a sua residência.
O motorista de táxi é um sujeito
insatisfeito. Quando pega uma corrida para perto, fica aborrecido. Explica-lhe
que desta forma não consegue pagar as letras do banco. Mas, se o seu destino
era ir até o Aeroporto 2 de Julho, também ele vai se zangar porque não acha
passageiros para voltar, e volta vazio.
A melhor maneira de agradá-lo é
perguntar para onde ele deseja ir. Mantenha-se calmo e sereno. Depois de um ou
dois minutos de viagem ele resolve lhe
transportar até um ponto qualquer da Cidade, embora não fosse o destino que
desejava. Peça-lhe que que volte para a Barra Avenida. Ele lhe pedirá
desculpas, mas, não ouse lhe pedir troco.
Seus negócios, portanto, devem
ser resolvidos de acordo com o itinerário escolhido e gentilmente aceito pelo
motorista do táxi. Se tiver alguma coisa a tratar no centro da Cidade, não
arrisque a mandar que se dirija pra lá, porque imediatamente a porta do
carrinho será aberta e você será convidado a saltar, pois “ o carro enguiçou”. A
verdade é que o motorista do táxi não deseja seguir o seu itinerário, ou
melhor, ele não quer ir para onde você vai... Afinal de contas sua vida ou seus
negócios não lhe interessam...
domingo, 2 de abril de 2023
UM FRADE SINGULAR
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Reprodução da página original |
Texto de Reynivaldo Brito . Fotos de Rubens Magalhães
Há quarenta e quatro anos que Frei Elias Medeiros Ferro,
irmão leigo da Ordem dos Carmelitas Calçados, vive cuidando do Museu do Carmo.
Poeta e devotado batalhador pelo museu que fundou, pede, luta, sofre e quando
não está mostrando aos turistas curiosos as peças de prataria e imagens antigas,
está fazendo versos. Já publicou cinco livros, inclusive um recente com o
título Poesias Escolhidas que ele mesmo vende aos visitantes
no "seu mundo", o Museu do Carmo.
Frei Elias é
humilde e muito comunicativo. Gosta de recitar os versos que compõe deixando
transparecer a vontade imensa de comunicar-se com os seus semelhantes. As
únicas horas de que dispõe é quando está mostrando as raras peças do Museu do
Carmo aos turistas. Conheceu Graciliano Ramos e foi seu auxiliar quando o
escritor de Vidas Secas residia em Palmeiras dos Índios, cidade onde nasceu
Frei Elias. Durante três anos, sentiu de perto a grandeza do escritor e do
homem.
HISTÓRIA
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Frei Elias Medeiros Ferro "canta"as belezas do Museu do Carmo, "seu mundo", mas aproveita para recistar versos de sua lavra. |
"O
Cristo Atado à Coluna é uma das mais belas peças do Museu do Carmo, escultura
em madeira do fim do século XVIII e atribuída ao artista baiano Francisco
Chagas, mais conhecido por O Cabra. Frei Elias não para por aí. "O
Cabra é o autor da imagem de Nossa Senhora do Carmo entronizada no altar mor de
nossa igreja . Segundo depoimento da época, a criança que serviu de modelo ao
escultor faleceu no dia em que a imagem foi benzida. Ele recusou-se a fazer a
cópia desta imagem destinada a Portugal e por isto teria sofrido graves vexames
e perseguição, inclusive foi recolhido na época a uma cadeia pública onde foi
açoitado, terminando louco".
Frei Elias
conheceu o escultor Pedro Ferreira também baiano e autor de grandes imagens.
"Conheci Pedro Ferreira, um mulato comunicativo e criador. A imagem de São
Francisco de Assis, do altar mor, que está abraçado com Cristo na igreja de São
Francisco é de sua autoria, como também , este Senhor Morto que temos em nosso
Museu. Ele residia no Matatu , em Brotas. É uma pena que hoje não conheçamos
escultores de imagens como antigamente".
Enquanto
conversava com Frei Elias, um grupo de quatro turistas aproximava-se para ver
as peças do "seu mundo". Imediatamente ele solicitou do repórter um minuto
e foi mostrar as peças. Repetia com a mesma paciência aquelas mesmas
informações que já foram transmitidas a milhares de visitantes desconhecidos.
Mas não
perde tempo. Vai a uma mesa que tem ao centro da sala onde ficam os objetos de
prata e traz o seu livro e começa a recitar a sua poesia preferida na qual usa
e abusa da aliteração, que é a repetição de fonemas idênticos. "A
tempestade tisna o tempo e torna / Tristonha treva - a tarde transparente. /Terrível
turbilhão tudo transtorna. / Trazendo a tromba túrgida e tremente. / O terror
da tragédia tenebrosa. / Tonteia e traz tremores da tormenta. / Tudo transverte
e turva a temerosa / Torrente, transmutada e turbulenta. / O transeunte trôpego
tropeça. / Temendo a truculência do tornado / E, trêmulo, transfere-se à
travessa./ Transportando-se ao toldo do tablado. / Trêfego, o torvelinho, em
turvação, / Terminou tendo tudo transformado. / Traduzindo a total
transformação: / Tombando o templo as torres e o telhado. / Tardio o temporal
tornou-se, tendo / Trocado a tropelia do tufão. / Tranquiliza-se o tétrico e
tremendo / Troar tonitruante do trovão. / A tarde transmudou-se totalmente, /Em
tom de triunfal tranquilidade / E, tonta, transbordante e transluzente, /
Trovava troçando a torva tempestade".
Os turistas
ouviram com atenção os seus versos, e seguiram pedindo desculpas por não
comprarem o seu livro.
TRABALHO ARTESANAL
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No Museu do Carmo artesanato ajuda muito. É um trabalho cuidadoso mas compensado no valor artístico daspeças em prata ali elaboradas. |
A prata
chega em barras de São Paulo, e ali são derretidas num forno de barro para
serem trabalhadas pelos vinte artesãos - em sua maioria rapazes com idade média
de vinte e cinco a trinta anos - que
passam o dia inteiro trabalhando com pequeninas ferramentas , dando formas aos
balangandãs e outros objetos de arte.
Edvaldo
Santos labuta com cinzelamento e recebe as peças apenas com o formato inicial
e, aí, num trabalho moroso e cuidadoso vai colocando os enfeites. De lá, as
peças seguem para o “mateamento” onde desenhos em formas de chuvisco vão sendo
encrustados nas peças. Agora vão ao forno onde é retirado todo o breu que
serviu para dar consistência às peças para serem trabalhadas. Em seguida, os
artesãos as conduzem para um pequeno tanque de ácido para serem clareadas,
depois são polidas , e em seguida, armadas. As peças, à esta altura, já
estão prontas para serem negociadas.
quinta-feira, 23 de março de 2023
O ÓDIO E A DESCONSTRUÇÃO
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1.No Alemão. 2.Na Favela da Maré. 3.Violência em Natal .4 .Ameaça ao senador Sérgio Moro. Fotos Google. |
A criminalidade assusta nas grandes cidades com facções criminosas determinando territórios onde nem a polícia consegue trabalhar, a não ser armando grandes operações com contingentes especializados e portando veículos blindados e armas de guerra. Estranhamente o atual presidente subiu o Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, durante a campanha e desfilou pelas ruas do complexo portando um boné da facção criminosa que domina o local. Na semana passada o Ministro da Justiça, Flávio Dino, fez uma visita a Favela da Maré, uma das mais violentas do Rio de Janeiro, sem nenhum aparato policial. São atitudes que dão força a estas facções criminosas. Vimos também na semana passada várias cidades do estado do Rio Grande do Norte, especialmente Natal, serem alvos de atos criminosos que beiram ao terrorismo urbano, praticado por facção de narcotraficantes. A criminalidade avança em todo o país e basta dizer que na Bahia existem mais de uma dezena de facções criminosas. Vemos ministros defendendo descriminalização das drogas, outro o desarmamento da população e não dos bandidos, mais outro defendendo o aborto, outro as invasões de propriedade e outro o desencarceramento. Parece uma orquestra afinada. Enfim, estamos caminhando para uma situação insustentável em nosso país.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023
VINGANÇA E DESTRUIÇÃO
Além de proibirem as armas, agora só bandido pode
andar armado, querem proibir que o cidadão blinde o seu carro para se
proteger. Nunca vi na História deste país um Governo para se intrometer tanto
na vida dos cidadãos. Lembrei-me dos primeiros dias do Governo do maluco Jânio
Quadros que proibiu até briga de galos! Os petralhas vão nesta marcha e
vários que apoiaram já começam a mostrar insegurança, insatisfação e ameaçam
desembarcar da Carreta Furacão. Além de criar vários ministérios para os apaniguados, estão
distribuindo dinheiro a rodo através da Lei Rouanet e empregando filhos,
sobrinhos, esposas e amantes dos apoiadores. Um conhecido cantor carioca, que não
é nenhum bobo, já colocou a namorada num cargo no BNDES que está fadado
ao fracasso, pois é dirigido pelo Aloisio Mercadante, conhecido como péssimo
gestor, e ameaça emprestar nosso suado dinheiro a ditadores caloteiros e
parceiros do Foro de São Paulo.
É preciso que o Congresso Nacional dê um basta
nestas insanidades. A última foi à viagem para os Estados Unidos com uma
comitiva de inoperantes. Resultado, nada positivo. O que mais realçou foram as
fotos do Biden, que sempre se mostra disposto a segurar as mãos das mulheres e até de crianças por longo tempo.
Desta vez nem a senhora escapou, o velho que dizem estar demente, não pode ver
uma mulher por perto que já segura na mão e não quer soltar. O ritmo do
desgoverno da Desunião e da Desconstrução é acelerado. Veja que logo após as
depredações do oito de janeiro correram pedindo uma CPI e quando constataram
que tudo pode ter sido armado recuaram e agora são contra a CPI. O Dilmo escondeu
as imagens que revelam a armação decretando sigilo. Agora tudo se coloca em
sigilo. Será que têm mesmo culpa no Cartório, como se diz no popular?