Objetivo


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

VIOLÊNCIA DESENFREADA NA BAHIA


Estamos assistindo paralisados o aumento da violência em nosso estado, especialmente em Salvador, onde as famílias não tem segurança nem em casa com suas portas reforçadas de trancas , alarmes e câmaras espalhados  por toda parte. Também, esta violência aumentou em 51% em relação ao ano passado ,quando confrontamos os números de assaltos às agências bancárias, onde o mote agora é fazer os clientes indefesos de escudos, enquanto bandos armados , portando armas pesadas limpam os caixas dos bancos. Ai temos que acrescentar as mortes, os assaltos de saidinha bancária, os roubos de carros que são alarmantes. Basta ver os preços que as seguradoras estão cobrando para segurar um veículo diante deste quadro preocupante de violência.
Isto é uma demonstração cabal de que as medidas tomadas pelo Governo do Estado estão aquém das necessidades. Algo tem que ser feito com urgência, seria o caso até de chamar a Guarda Nacional para atender estas emergências em locais onde estes assaltos se multiplicam.
Não vemos uma palavra, uma ação mais coordenada, que chame a atenção do público. Apenas conversa mole ou paliativos, que não estão levando a nada. A Bahia é a terra dos assaltos e, hoje, é um dos estados que ocupa os primeiros lugares em violência de todo o tipo.
As vítimas de assaltos, de qualquer tipo, ficam com sequelas para o resto da vida. Algumas entram em depressão, têm sintomas de pânico e não querem mais sair às ruas.
O Presidente do Sindicato dos Bancários, Euclides Fagundes, que deve ser do mesmo partido do atual governador, disse que a frequência dos ataques , especialmente no interior do estado está alarmando a categoria e deixa consequências terríveis.
Voltamos ao tempo dos bandos de cangaceiros que entravam pelas pequenas cidades do sertão brasileiro portando fuzis dando tiros para cima. Hoje, as armas são mais sofisticadas e portanto, mais potentes. Eles chegam também amedrontando a população dando tiros  na entrada ou na saída para que ninguém ouse persegui-los.
Disse o responsável pelo Grupo Avançado de Repressão a Crimes Contra Instituições Financeiras _ Garcif, Daniel Pinheiro, que este ano foram presos 60 bandidos envolvidos com este tipo de crime. É muito pouco, diante do número de assaltos que este ano já somam 154 , enquanto no ano passado foram contabilizados 110.
É preciso maior controle dessas bananas de dinamites que os bandidos conseguem com facilidade para explodir os caixas eletrônicos e os cofres das agência no interior do Estado e, até mesmo na Capital.A fiscalização tanto do Exército, quanto das polícias não está conseguindo evitar que grande quantidade de explosivos cheguem a estas quadrilhas organizadas. Também é hora de repensar e reforçar este controle evitando que roubos ocorram com tanta facilidade.
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