Objetivo


domingo, 2 de dezembro de 2012

É A HORA DO ENCONTRO


Em pé: Hermes, Claudemir, Dorgival, Reynivaldo, Almir, Evandro, Apóstolo, J.A.Cabral, Boners, Arnildo, Meir, Joãozinho, Nilson Siquara, Avelar, Prof. Jomar, A.Dias, Guedes, Wilson,"Mirombeta",Parvese, Berard, Williams, Rocha.
Agachados: J.A.Correia, Rotandano, Itavilson, Toinho, Jorge, Paulo, Anchieta,
"Salário", Jackson, Oscar,"Pia", "Miromba", "Skiboom" e Álvaro.


QUEM RECONHECER ALGUÉM DESTA FOTO SE MANIFESTE!


Tempos que não voltam mais. Tempos da inocência. Tempos em que as coisas simples eram verdadeiras e importantes. Tempos que ficaram .Sim, porque o passado fica em cada um de nós. Carregamos as lembranças boas e ruins. Só as boas devem prevalecer, e serem sempre lembradas  porque a vida não tem sentido em si mesma. Temos no nosso dia a dia dar sentido a esta vida efêmera para que possamos continuar caminhando com otimismo.
Remexendo pertences antigos encontrei esta foto de 1962 (?)   feita no Colégio Antonio Vieira com meus colegas do Científico. Nos perdemos de vista, porque cada um foi trilhar o seu caminho procurando dar sentido às suas vidas. Dai surgiram os desencontros, mesmo morando no mesmo país, no mesmo estado e,quem sabe até na mesma cidade do Salvador. Como diz o saudoso Vinicius de Morais, o poeta que mais aprecio pela sua simplicidade e proximidade com a vida cotidiana: " A vida é a arte do encontro/embora haja tanto desencontro pela vida.
Eu  e outros colegas éramos do interior. Tabaréus, como nos chamavam , vindos  das pequenas cidades onde a educação era  precária, e talvez ainda seja  em algumas delas. Como bom sertanejo reagia e, às vezes, era obrigado a reagir com energia, senão virava um banana nas mãos dos mais fortes e metidos a líderes . Outros provindos de regiões mais civilizadas como as do sul da Bahia tinham mais informações e posses e, assim a convivência ficava mais facilitada. Hoje, seria o discutido  bullying , que até querem punir
na reforma do Código Penal. Entendo que a vítima deve reagir e não se acovardar diante desses que insistem em colocar apelidos e até agredir os colegas.
Era interno, porque minha família morava há 300 Km de Salvador, e demorávamos quase um dia inteiro de viagem até lá. A estrada era de cascalho e tinha muitos buracos, e até atoleiros no areal. Tínhamos uma vida espartana no Vieira, como chamávamos o nosso colégio. Acordávamos por volta das 6 horas da manhã com o toque de uma sirene e, imediatamente, nos dirigíamos aos banheiros para escovar dentes, tomar banho etc. Tudo era controlado no relógio de um jesuíta que chamávamos de mestre. Minutos depois já estávamos prontos e em fila para ir  à igreja onde assistíamos diariamente uma missa. Ao término saiamos em fila para o restaurante. Lá perfilados fazíamos uma oração e ao toque de um pequeno sino nos sentávamos para a primeira refeição do dia. Minutos contados e controlados, tínhamos alguns minutos e saíamos correndo para o  recreio. Em seguida íamos para a aula até o meio dia.
´Depois do almoço, recreio e nos dirigíamos para a  banca para preparar as lições do dia . À noite mais banca depois  do jantar e em seguida  nos dirigíamos, sempre em fila, para o dormitório. Certamente deverei ter pulado alguma pequena etapa ou mesmo esquecido de uma delas, porque já se foram mais de cinquenta anos, meio século!
Voltando ao desencontro, a razão da publicação desta foto é a tentativa de encontrar algum desses colegas para que possamos conversar um pouco, relembrar àqueles tempos em que o domínio do Vieira se esparramava pelas encostas em seu entorno, indo até onde hoje estão localizadas algumas repartições do Governo do Estado. Toda àquela área era coberta por um verdadeiro sítio cheio de árvores frutíferas, onde nos embrenhávamos em busca de frutas, como costumávamos fazer em nossas pequenas cidades.
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