Objetivo


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

POLÍTICOS ELABORAM UMA REFORMA POLÍTICA PREJUDICIAL AO PAÍS

A Comissão de Reforma Política da Câmara reunida
Esta reforma política é uma falsa reforma e só vai beneficiar os políticos corruptos. Basta dizer que 1/3 dos políticos que hoje em Brasília abriga está envolvido em acusações de corrupções e outros delitos. Agora eles querem que paguemos as suas caras campanhas passando o Fundo Partidário que hoje é de R$700 milhões para R$3,5 bilhões. Querem ainda empurrar o Distritão que beneficia os caciques,  os grandes corruptos da política brasileira.
O relator Vicente Cândido, do PT paulista, criou uma maneira de beneficiar o seu chefe condenado e réu em cinco processos para que tenha condições de se candidatar mesmo se for condenado em segunda instância. Ele já está condenado em primeira instância e se for confirmada a sentença ficará inelegível. Pois, o Vicente Cândido inventou a chamada Emenda Lula que determina que o candidato fica livre para se candidatar e de ser preso 8 meses antes das eleições. Hoje, é de apenas 15 dias esta ampliação é um salvo-conduto para o condenado na Lava-Lato.
Com o Distritão estaria garantida a reeleição dos corruptos e ganhariam o foro privilegiado, onde só podem ser julgados com autorização do Supremo Tribunal Federal. Todos nós sabemos que o STF anda a passos de cágado, e que seus ministros estão mais preocupados em cultivar suas vaidades embasados no jurisdiquês do que em defender a nossa República. Lembram do que  o Ricardo Lewandowski, quando presidente do STF  fez no impeachment da Dilma? Ele simplesmente fatiou um artigo da Constituição.
Neste momento crucial em que o país passa grave crise devido a desorganização das finanças do Estado brasileiro criada nos governos de Lula e Dilma não se pode admitir que em detrimento da saúde , educação e mesmo da segurança esta enorme quantia seja destinada para financiar campanhas de políticos corruptos e ineficientes.


A HERANÇA DO ROMBO NAS CONTAS PÚBLICAS

                                                                                                                             Fotos Google
A meta fiscal que era de R$139 bilhões, agora será
 de R$159 bilhões porque as despesas continuam
crescendo mais que as receitas.
A maioria dos parlamentares só visa o interesse
pessoal e das corporações que representam,
em detrimento dos interesses do Brasil.
O governo Temer peca porque seus auxiliares do setor de Comunicação, e mesmo seus aliados no Parlamento não sabem se comunicar como deveriam com a população e  imprensa. Este rombo é uma herança dos governos petistas de Lula e da Dilma, que receberam as contas saneadas por Fernando Henrique Cardoso e gastaram desbragadamente , porque na ideologia deles o Estado pode tudo e tem recursos infinitos. Eles desempregaram 14 milhões de trabalhadores e desorganizaram as finanças públicas.
Também, é verdade que a atual equipe econômica superestimou algumas receitas, e contabilizou  reformas que ainda não foram implementadas. Estipularam o teto do deficit fiscal em R$139 milhões , e agora perceberam que será de R$159 bilhões.Já enviaram ao Congresso para apreciação e aprovação. Pelo menos, estão sendo transparentes e não deram pedaladas como fez a Dilma Rousseff para escamotear.
Esqueceram os homens dos ministérios da Fazenda e do Planejamento que este Parlamento é composto em sua maioria de políticos que só visa o interesse próprio e das corporações que representam. Todos eles sabem que a Previdência Social é o principal motivo do rombo  crescente nas contas públicas e que a reforma é imprescindível, como também é o corte de privilégios  de funcionários do Executivo, Judiciário, Legislativo e dos militares. São benesses que o Estado brasileiro não consegue mais pagar por total falta de recursos.
Os super salários e os penduricalhos nos vencimentos dos  funcionalismo público, além de milhares de cargos comissionados nos três poderes da República que precisam ser suprimidos . 
Porém, ninguém quer se indispor com estas corporações que pressionam e agem às vezes como verdadeiras milícias intimidando os parlamentares. Tem ainda um dado importante é que muitos deles são originários dessas corporações ou são ligados por interesses eleitoreiros.
Acredito que estas reformas imprescindíveis que o país exige não sairão com este Parlamento comprometido e fraco. Os analistas políticos têm repetido com insistência que este é um dos piores, senão o pior Parlamento que a República já teve.

domingo, 6 de agosto de 2017

OS VERDADEIROS INIMIGOS DA DEMOCRACIA

No dia 27 de maio de 2017 vários ministérios foram
depredados e incendiados pelos esquerdistas radicais.
Estamos vivendo no Brasil um momento histórico de mudanças e de crises criadas pelos verdadeiros inimigos da democracia. Os esquerdistas radicais encastelados no PT, PC do B, PSOL , PSD e nos tais movimentos sociais, que nada mais são do que milícias disfarçadas, entre eles o Movimento dos Trabalhadores sem Terra - MST, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto - MTST, Via Campesina, Brasil Popular todos apoiados pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB.
Tem ainda  os movimentos de direita que também não acreditam que a democracia consiga extirpar esta crise e a corrupção, e assim pregam a intervenção militar e outras formas traumáticas de colocar o país nos eixos. Por mais que a gente fique indignado com a desfaçatez dos políticos corruptos e de uma |Justiça capenga, principalmente nos tribunais superiores, nós democratas não podemos apoiar estes partidos de esquerda ou direita radicais ,milícias e nem tampouco àqueles que pregam uma intervenção militar.
Para ilustrar este comentário veja aqui uma declaração do Frei Beto,  um ex-seminarista que num de seus textos sobre a esquerda no Brasil escreveu: "Quem é de esquerda não vende a alma ao mercado."  
Esta afirmação não é verdadeira. Muitos que se dizem esquerdistas  no Brasil, inclusive líderes desses partidos,  durante 14 anos não só venderam as  suas almas ao mercado como também lideraram e participaram do maior esquema de corrupção do Planeta. Pregavam o combate a corrupção  e  terminaram liderando este esquema que levou o país a maior crise de sua História.



APOIAM MADURO



Atualmente o mais sanguinário ditador da América Latina é o Maduro, da Venezuela ,substituto de Chavez, que já matou quase duzentos jovens opositores, destituiu o Parlamento e inventou uma Constituinte eleita por uma pequena parcela da população. Seus seguidores estão matando friamente nas ruas das cidades venezuelanas todos aqueles que se opõem ao ditador.
Estudante Bassil Da Costa   levou um tiro na cabeça
disparado pelos seguidores de Maduro.
Ele é o sucessor de Chavez ,que tinha como meta implantar um regime comunista em toda a região, inclusive aqui no Brasil. Para isto eles criaram o Foro São Paulo, com a participação de Lula e Dilma e seus seguidores, que hoje funcionam como verdadeiras carpideiras portando suas bandeiras vermelhas interditando estradas, avenidas e praças com suas já conhecidas práticas de incendiar pneus e todos tipos de materiais, vandalizam vitrines de bancos, lojas e invadem terrenos, prédios públicos e privados.Também procuram demonizar a polícia e criar um ambiente de caos no país.
Não perdem a ocasião pra confundir os menos instruídos  afirmando  que são democratas, quando na realidade lutaram aqui nos governos de Lula e da Dilma para implantar a censura à imprensa, aparelharam os órgãos públicos, dilapidaram a Petrobras, quase levando à falência. Muitos estão presos ou processados por terem roubado os cofres públicos e recebido propinas de empresários corruptores.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

SOLAR AMADO BAHIA VAI À LEILÃO EM OUTUBRO

Um dos mais bonitos e significativos solares de Salvador foi à leilão para pagamento de uma dívida trabalhista que a Associação dos Empregados do Comércio tem com ex-funcionários,mas a oferta de R$1,3 milhão,sendo R$500 mil abaixo do mínimo exigido não foi aceita pelo leiloeiro e nova data foi marcada para 4 de outubro. Veja que parece até piada que uma entidade  sindical, entre as mais de  17 mil que existem no Brasil , não cumpriu com  suas obrigações nem com seus colaboradores.
 Este belo exemplar dos tempos da fartura foi construído pelo português Francisco Mendonça a mando  do abastado comerciante de carne verde e sebo Francisco Amado Bahia. Ele possuía mais de 300 açougues e muitas fazendas espalhadas por todo o Estado com milhares de cabeças de gado.O construtor era casado com uma tia do comerciante.
  Conta seu bisneto Armênio Leitão Barbosa, hoje com 82 anos e muito lúcido, que o gado para o abate era transportado através das suas fazendas. O gado ia andando de uma para outra fazenda até chegar ao local do abate em Salvador. Esta carne em sua grande maioria era transportada para a Europa através de um porto que ele mandou construir no bairro do Bonfim, nas imediações da praia da Pedra Furada. Ele também era proprietário do Mercado do Ouro e de vários prédios localizados na zona do Comércio, e em outros pontos da cidade.
Esta foto fiz num domingo.A rua estava
muito movimentada
                                                           A CONSTRUÇÃO
  
Quando Francisco Amado Bahia mandou construir o casarão  nos finais dos anos 1800 o comerciante já tinha 13 filhos, e precisava de uma casa ampla e dotada de elementos modernos. Com seu amplo relacionamento na Europa, estabelecido através de suas ligações comerciais com a exportação da carne e sebo foi relativamente fácil encomendar os gradis e colunas ingleses , os espelhos franceses, e mármore de Carrara, na Itália,além de outros elementos necessários para a construção.O solar foi inaugurado em 8 de dezembro de 1904 composto de 52 cômodos,com uma planta retangular,distribuída em dois pavimentos .
A inauguração aconteceu para celebrar os casamentos das filhas mais velhas de Amado Bahia - Clara e Julieta.O majestoso salão especial recebeu também o candidato à Presidência Marechal Hermes da Fonseca , e o seu vice Venceslau Brás, levados por JJ Seabra para um jantar oferecido pelo comerciante Amado Bahia. Dizem que a última vez que o casarão foi usado aconteceu no velório da esposa do comerciante.
  Com a morte dos 13 filhos , os herdeiros, cerca de 60 netos, doaram o Solar em 1956 para a Associação dos Empregados do Comércio construírem um sanatório ( hospital ) no local. Dez anos depois a Associação desistiu de construí-lo, e a sua diretoria resolveu com anuência dos herdeiros instalar uma escola o Centro Educacional Amado Bahia, que funcionou durante alguns anos.
 Assim, os quartos, salas e salões antes ocupados por senhores e senhoras fidalgas ,foram reocupados por sindicalistas e depois por estudantes.

  O SOLAR

 O solar tem um sótão,corredor central e seus quartos estão dispostos transversalmente , como é, segundo os estudiosos, a maioria das habitações  urbanas brasileiras deste período.
 Possui varandas em ferro fundido vindo da Inglaterra e estruturas em abobadilhas de chapa de aço, que são sustentadas por colunas em estilo jônico.Os gradis que protegem o solar foram inspirados no estilo neo-gótico. Já a escada lateral,também em ferro fundido inglês,tem pisos de mármore da Carrara e dá acesso ao chamado pavimento nobre,com seu amplo salão de recepção, espelhos franceses,e uma  capela em estilo neoclássico.
 Lembra  Armênio Leitão Barbosa que as imagens e adereços religiosos desta capela foram vendidos há cerca de uns 60 anos atrás pelos herdeiros.Já as pinturas do teto do solar é de autoria do pintor Badaró ( o pai), conhecido por ter pintado muitos tetos de casarões e até igrejas da Bahia.
O solar contava ainda com materiais de acabamento importados como os pisos de pastilhas coloridas nas varandas,o assoalho de pinho de Riga nos salões e nos quartos, vidros franceses grafados e peças de louça inglesa.
O imóvel tombado pelo Patrimônio Público Nacional - Iphan  ainda pertence à Associação dos Empregados do Comércio, e atualmente está subutilizado, necessitando de manutenção  urgente.

Lá está funcionando desde 2005 o cine-clube Antônio Short,dirigido por jovens do bairro de Itapagipe.Isto graças a uma parceria do Grupo Cultural Bagunçaço e a Associação dos Empregados do Comércio , e funciona também a administração do grupo cultural, o Centro de Empregabilidade Juvenil, e são realizados ali eventos culturais. Eles desejam ver o solar transformado num Centro Cultural para o bairro de Itapagipe com uma gestão composta de jovens.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

ACUSADOS DE CORRUPÇÃO SE ARTICULAM NA CÂMARA E NO SENADO

Este é o deputado federal João Campos , do PRB,
de Goiás, que quer enfraquecer a Lava Jato
Os deputados e senadores acusados de corrupção pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal  estão articulando mudanças na legislação com vistas a escaparem de possíveis condenações da Justiça.
Agora vem o responsável pela relatoria de reforma do Código Penal , o deputado João Campos, do PRB, de Goiás, com a proposta de mudar as regras da delação premiada, prisão preventiva e condução coercitiva,além da revogação do entendimento de que as penas podem começar a ser cumpridas após a condenação em segunda instância. Sendo que sobre o cumprimento da pena já foi analisado e julgado pelo STF.
Estas propostas de emendas que hoje são articuladas  pelos parlamentares acusados de corrupção e seus apoiadores visam na realidade enfraquecer a Operação Lava Jato, a Justiça,  e estabelecer oficialmente através de uma legislação casuística a impunidade em nosso país.
Tanto o Ministério Público Federal como a Polícia Federal defendem que a colaboração premiada, popularmente conhecida por delação premiada , tem importância fundamental para o sucesso da Lava Jato e entendem que estas iniciativas visam enfraquecer as investigações. 
A legislação que trata do assunto é de 2013, portanto, recente e regula o combate às organizações criminosas . Nela consta que a prisão preventiva não tem duração determinada e a condução coercitiva não prevê punição em caso de uso considerado abusivo.
A primeira mudança na legislação proposta que  chamou a atenção e revoltou àqueles que primam pela democracia e defendem a punição dos corruptos foi a chamada Emenda Lula, engendrada pelo deputado petista  federal de São Paulo, Vicente Cândido, que ora elabora o relatório da Reforma Política na Comissão Especial . Ele quer alterar o artigo 236 do Código Eleitoral que proíbe a prisão 15 dias antes da eleição. A medida conhecida por Emenda Lula, estabelece que os candidatos fiquem impedidos de serem presos 8 meses antes das eleições, prazo previsto para que o TRF julgue o processo em que o ex-presidente já foi condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro.
Com a maior cara de pau o autor da tal emenda argumenta que "é uma norma para todos,para esse momento que vive o Brasil. Nós estamos vivendo um momento anormal no Brasil ,de muita judicialização da política,de uma política muito policialesca". Ou seja, Cândido  quer estabelecer um salvo-conduto para os políticos acusados de corrupção. É a defesa da impunidade. Ele defende ainda a criação de um fundo especial para financiamento das campanhas eleitorais dos candidatos num montante de R$3,5 bilhões. Outro absurdo.











quarta-feira, 19 de julho de 2017

REFORMA POLÍTICA COMEÇOU MAL

                                                                                                       Foto Google
Este é o Vicente Cândido autor da
chamada Emenda Lula
A pretensa reforma política que está em andamento na Câmara Federal já começou errada no seu nascedouro. Deram a relatoria a um petista, o deputado Vicente Cândido, do PT de São Paulo . No maior cinismo ele introduziu dois artigos que beneficiam de cara o Lula que ficaria livre e se tornaria ficha limpa mesmo sendo condenado em segunda entrância, ou seja por um tribunal superior. O ex-presidente já tem uma condenação em primeira entrância pelo competente juiz Sérgio Moro, e mesmo se for condenado na 4ª Turma do Tribunal Regional Federal, de Porto Alegre, estaria apto para se candidatar , e assim criaria uma nova crise política em nosso país.
A desfaçatez é tamanha que  Carlos Zarattini, também do PT, de São Paulo, e líder do partido do autor da Emenda Constitucional (Pec ), defende esta aberração dizendo que "é uma proposta não para Lula ,e sim para todos os candidatos. Para dar maior segurança no processo eleitoral"
Portanto , é como se colocasse uma raposa para tomar conta de um galinheiro. E, uma raposa experiente, sagaz ,que assim estaria livre para comer todas as galinhas. 
É de se perguntar : com vários companheiros presos, condenados e investigados acusados pelo Ministério Público Federal, Ministérios Públicos dos Estados, Polícia Federal e Polícias Civis estaduais  qual o interesse de uma reforma política deste parlamentar ,já que sabemos que sempre legislam em causa própria? 
Atualmente, a Lei Eleitoral proíbe a prisão de um candidato até 15 dias antes da eleição, a não ser se for preso em flagrante.Já o Vicente Cândido introduziu um artigo na tal reforma e um estranho "certificado de habilitação prévia", a ser emitido pela Justiça Eleitoral como se fosse um habeas corpus que seria emitido pela Justiça Eleitoral, e assim não poderia ser preso durante os 8 meses que antecedem as eleições.
Parece até piada. Mas, não é . Corre o risco de prosperar na Câmara Federal  porque além de beneficiar o Lula esta excrescência também beneficiaria inúmeros políticos corruptos acusados de roubar o dinheiro público e que estão sendo investigados ou processados.
Outra pérola da tal reforma idealizada pelo petista é a criação de um fundo partidário que se iniciaria com recursos de R$3,5 bilhões de reais para financiamento de campanhas eleitorais. No momento que o nosso país está tão carente de saúde, escolas, estradas, transporte público, etc ele quer sacar dos cofres públicos esta quantia para financiar políticos.





domingo, 16 de julho de 2017

LITUANO PERDIDO NO AEROPORTO DE SALVADOR


Uma boa notícia o

Lituano embarcou

para seu país. 

(24-07-2017)





Um lituano perambula pelo saguão do Aeroporto Luiz Eduardo Magalhães, em Salvador,repetindo parcialmente o roteiro do filme The Terminal ( O Terminal) feito nos Estados Unidos em 2004 por Steven Spielberg que tem o ator Tom Hanks interpretando o papel principal .O filme é baseado numa história real de Andrew Niccol que teve sua entrada negada nos Estados Unidos e neste ínterim ocorre um golpe em seu país.

Agora em Salvador o lituano Eimantas Bartkevicius perambula há vários dias completamente perdido e confuso. Segundo ele foi vitima de um assalto no Pelourinho quando os ladrões levaram todos seus documentos e dinheiro, e não tem como voltar. Aliás, ele nem sabe direito como chegar ao seu país.
Bartkevicius está sendo alimentado pelos comerciantes do aeroporto, e também com ajuda de passageiros a quem ele vive pedindo uma ajuda para comer alguma coisa. Portanto, é mais uma história triste e verdadeira tendo como palco o terminal de um aeroporto, com um adendo que aqui é mais difícil ainda o seu retorno para a Lituânia. 
Eimantas Bartkevicius  está ansioso para retornar ao seu país de origem, segundo relato dos comerciantes locais.
Vocês que viajam tomem cuidado ao chegar a um terminal de aeroporto porque não é terra de ninguém
Estas fotos foram tiradas por um passageiro que não quis se aproximar muito do lituano com receio que não gostasse de ser fotografado. Sim, porque verdadeiramente não se sabe a razão porquê um lituano sozinho veio desembarcar na Bahia.
Cabe às autoridades brasileiras comunicar ao consulado da Lituânia, em São Paulo. Não há embaixada   deste país   aqui. A Embaixada da Lituânia, em Buenos Aires foi  fechada em 2012 e  representava cumulativamente o país junto ao Brasil.
Segundo o Google o Consulado-Geral da Lituânia em São Paulo/ SP fica na  Av. Iraí, 438, conjunto 34, 3º andar, Moema  CEP 04.082-001   São Paulo/ SP Telefone  (11) 2614-8665.






segunda-feira, 10 de julho de 2017

POLÍTICOS E PARTIDOS OPORTUNISTAS

                                                                                                                                    Foto Google
Os senadores do PSDB ameaçam desembarcar do governo.
 Uma posição oportunista e que demonstra que eles
não tem compromisso com o nosso país.
Aprendemos desde criança alguns fundamentos de convivência e de respeito ao ser humano , especialmente aos mais velhos, crianças , mulheres e as pessoas humildes.
Nossos pais muitas  vezes não tiveram oportunidade de cursar uma universidade, mas aprenderam  com seus antepassados valores importantes, os quais nos transmitiram  e que nos norteiam até hoje.  
 Por isto, não toleramos alguns comportamentos que no decorrer das nossas vidas profissional e pessoal vamos nos  deparando.
Lembramos das traições, principalmente de pessoas que ajudamos com orientações,empregos, e outros benefícios, retirando-os de situações muito delicadas, e  na primeira oportunidade fizeram grandes sacanagens conosco.
A vida é assim, e  só conhecemos as pessoas e os verdadeiros amigos nas horas das dificuldades.A grande maioria infelizmente cai fora,porque vive ao nosso redor até quando formos capazes de lhes proporcionar algumas vantagens.  
Uma prova cabal  é quando perdemos um cargo importante ou nos aposentamos. Ocorre uma debandada, e se por acaso precisarmos de algum favor ou ajuda deles, podem ter certeza que as portas estarão fechadas.
 Escrevo estas palavras acima para falar do que ora ocorre com a política brasileira. Bastou uma denúncia de um corruptor desqualificado contra o presidente Temer para políticos oportunistas começarem a desembarcar, e agora cinicamente vem o Tasso Jeriessati e o Cunha Lima, senadores do PSDB, que tem 4 ministérios no Governo, a dar seguidas declarações  de que vão sair do governo. 
Outros , até mesmo do PMDB, partido do presidente, começam a criticar e mostrar este lado terrível do ser humano que é o interesse próprio acima de tudo, porque estão visando as próximas eleições. 
Todos esses não têm qualquer preocupação com o país, que precisa urgente destas reformas, as quais bem ou mal o Temer está tentando incrementar. Foram 14 anos de governos petralhas, sem falar nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, e nenhum deles conseguiu fazer reformas, preocupados com a popularidade. 
O Temer está fazendo o que todos eles não fizeram neste período. Portanto, vamos deixar o Temer trabalhar, e depois ele responderá pelos crimes que lhes estão sendo imputados , se é que os cometeu.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

MAIS UMA GREVE FRACASSADA

Os pelegos entram em pânico quando se fala em tirar o Imposto
Sindical Compulsório e torná-lo

Estamos assistindo mais uma greve
 fracassada dos vermelhos que continuam com seus métodos antidemocráticos de queimar pneus nas ruas,avenidas e estradas impedindo a circulação dos que desejam trabalhar.
O Brasil está metido numa bruta recessão proveniente das políticas econômicas equivocadas e da roubalheira que se estabeleceu nos governos de Lula e Dilma . Portanto, é hora de darmos as mãos para reconstruir o país que teve suas finanças destroçadas, e aparelhada toda sua administração por pessoas desqualificadas, e que foram ocupar os cargos com a intenção clara de enriquecimento ilícito.
Aqui em Salvador impediram até que o médico fosse atender
um paciente num centro cirúrgico do São Rafael.
Muitos estão presos ou processados, centenas foram demitidos, e assim a administração pública tende a melhorar com este saneamento que ora se executa em vários níveis.
Aqui na Bahia a situação é pior porque temos um governador petista , o Ruim Costa ,que não faz absolutamente nada para impedir que seus companheiros vermelhos com
Obstruir ruas,avenidas , estradas e queimar pneus é o que
 estes esquerdopatas sabem fazer.
etam todo tipo de ações antidemocráticas.
A Polícia Militar, uma corporação respeitável, está aqui na Bahia à serviço dos petralhas. Não aparece um policial sequer para providenciar a desobstrução das ruas e avenidas.
Eles agora com suas greves em fins de semana, para esticar a preguiça, interditam a Avenida Antônio Carlos Magalhães defronte ao shopping da Bahia, que é um centro importante porque interliga-se com vários bairros. Ficaram se revezando pronunciando uns discursos chulos com os mantras desgastados de Fora Temer, Foi Golpe ,e até os petroleiros que estiveram escondidos durante 14 anos, enquanto os ladrões dilapidavam a  Petrobras, agora surgem com seus discursos desgastados.
Pior é que todos sabemos que esta greve sem o envolvimento maior da sociedade brasileira, que está farta desses vermelhos com sua indumentária, gestos e atitudes antidemocráticas . Até a saudação e os métodos utilizados são parecidos com os do nazistas.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

O ATAQUE DESPROPORCIONAL A UM PRESIDENTE

Capa com a entrevista
"exclusiva" do Joesley.
Um verdadeiro massacre midiático foi desencadeado pela imprensa nacional, especialmente em todas suas plataformas do grupo Globo de comunicações contra o presidente Michel Temer  depois que o açougueiro Joesley Batista, dono da JBS , resolveu gravar e divulgar através o colunista Lauro Jardim, do jornal impresso pertencente ao grupo, uma gravação que teria feito comprometendo o presidente. Dá a entender que talvez uma ordem emanada de cima teria determinado que o assunto fosse tratado em todos os turnos pelos veículos do grupo , o que vem sendo feito exaustivamente. Logo depois, numa entrevista, também exclusiva, concedida à revista Época pelo delator, o Joesley detalha sua façanha de ter gravado clandestinamente um presidente em pleno exercício do poder dentro do Palácio. Ai todas os veículos deste grupo de comunicações passaram a repetir em seus  noticiários as perguntas e respostas contidas na entrevista. Chegou a chatear o telespectador menos atento, e os mais politizados passaram a enxergar um exagero, e uma desproporcionalidade em relação a outros episódios de corrupção envolvendo nomes de ponta da política brasileira.
Este empresa  de frigoríficos teve um crescimento exponencial durante os governos petistas através bilhões de reais subsidiados vindos do BNDES e do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia dos Trabalhadores - FGTS. Muitos destes empréstimos não obedeceram às regras do sistema,mas foram liberados através de propinas que o empresário corruptor distribuiu para políticos, lobistas e doleiros. Uma verdadeira esbórnia da propina.
O pior é que o corruptor teve uma delação aprovada pelo Procurador Geral da República , Rodrigo Janot, com vantagens nunca vistas, como o direito de que permanecessem com seus passaportes e que pudessem deixar o país pra onde desejassem. Soube-se depois que o Joesley colocou sua família no seu luxuoso apartamento em New York, e voou para a China para continuar com seus negócios. Providenciou também o embarque de seu luxuoso iate interoceânico para os Estados Unidos, onde o grupo possui 56 frigoríficos. Seu irmão teria permanecido no Brasil, porém, ninguém o viu ou fotografou.
O empresário delator já prestou novos depoimentos aos procuradores, quando confirmou suas acusações e acrescentou novas informações que estariam sendo analisadas, enquanto se aguarda o resultado da perícia que está sendo feita pela Polícia Federal, nos dois gravadores utilizados pelo Joesley e nas fitas, que alguns peritos desconfiam que tenham sido editadas. Nestas delações ele poupa o Lula e a Dilma e joga tudo pra cima de Guido Mantega, ex-ministro do governo Lula.
Também aguarda-se com expectativa a  denúncia que o Procurador Geral fará ao Supremo Tribunal federal contra o presidente Michel Temer.
Lula e Joesley tiveram vários encontros 
Ninguém de sã consciência acha que o Lula, Aécio Neves ou Michel Temer sejam santinhos. Não, certamente que não entrariam no reino dos céus sem antes purgarem os seus pecados, principalmente o Lula, que tanto mal fez ao Brasil e aos brasileiros. Mas, não podemos botar no mesmo saco os três personagens, porque eles se diferenciam e seus pecados tem pesos diferenciados.
O que se espera é que a Justiça seja feita com serenidade e imparcialidade e que os ministros políticos do STF esqueçam suas preferências e ideologias e julguem conforme as peças dos processos de cada um desses personagens.
Sabe-se que o Aécio Neves, está com o mandato suspenso pelo STF e pode ser preso após o julgamento que deverá ocorrer o mais breve possível. Quanto ao Lula também está na mira do juiz Sérgio Moro naquele processo do apartamento que os executivos da OAS garantem que lhe foi dado de presente. O Lula, sempre negando, porque ele parece sofrer da doença do esquecimento. Nunca viu ou ouviu.Se fosse um avestruz  até que dava pra acreditar nele. Um fato que quase passou  sem maiores repercussões O curioso é o  ministro Edson Fachin , nomeado por Dilma para o STF, retirou 3 processos que envolvem o ex-presidente das mãos do Moro. Muitos não entenderam, esta decisão monocrática.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

A DEMOCRACIA E OS INCITADORES DA VIOLÊNCIA

                                                                                                                           Foto Google
Vários ministérios incendiados pelos milicianos de esquerda radical
 Estado Democrático de Direito não pode e não deve conviver passivamente com as claras manifestações de incitação e ações violentas que estão acontecendo em nosso país. Sob a falsa bandeira de que estão defendendo a democracia estes arautos do caos e da desordem  não aceitam o contraditório . Inicialmente, passam a classificar seus opositores de golpistas, fascistas, "coxinhas", e outras denominações menos nobres no intuito de intimidação. Em seguida, partem  para as agressões pessoais , do patrimônio público e privado. O grande exemplo, assistimos estarrecidos recentemente em Brasília quando um punhado de policiais foi encurralado por esses vândalos que depredaram vários ministérios sob o comando de centrais sindicais e de milícias vermelhas. Parlamentares dos partidos de esquerda radical estavam à frente do movimento. Um carro de som foi utilizado para incentivar o ataque , e os poucos policiais não foram suficiente para conter os graves danos causados. Foi necessário que o presidente Temer determinasse a interferência das Forças Armadas.
Vamos ver aqui algumas das  manifestações de incitação à violência para relembrar os seus atores.

1- O presidente da Cut , Vagner Freitas  chama os opositores de "coxinhas" e declara se eles não saírem da frente do Congresso vamos tirar na marra e ,noutra ocasião conclama os milicianos a pegarem em armas para defender a Dilma. Veja o vídeo nº1.https://youtu.be/BZIlkAmP0ms

2- O próprio ex-presidente Lula faz um discurso em plena Avenida Paulista em São Paulo também incitando à violência, numa clara demonstração de falta de espirito democrático e de responsabilidade para com a nação brasileira e os milhões de brasileiros.Veja vídeo 2  https://youtu.be/F3tgAegT9_4.

3- Noutra ocasião durante o impeachment da ex-presidente Dilma o secretário de Finanças e Administração da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Santos,numa cerimônia, no Palácio do Planalto, para a regularização de terras de quilombolas e para a reforma agrária pregou a invasão de propriedades rurais e de gabinetes de parlamentares no Congresso, como forma de enfrentamento do processo de impeachment. vídeo 3 .https://youtu.be/OnoktolEWfQ.

4- A última incitação à violência registrada é da deputada estadual pelo Rio de Janeiro , Benedita da Silva,também do PT , que usou indevidamente a Bíblia para fortalecer o seu ódio contra os opositores falando até em derramamento de sangue. O vídeo é uma clara manifestação autoritária e fascista contra os brasileiros. vídeo 4 .https://youtu.be/JOWfITYVpU0.

5- Falando da possibilidade da prisão do Lula, que cada vez mais parece estar próxima diante das provas que os investigadores e procuradores estão acumulando, e agora com a solicitação feita pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot no processo do triplex do Guarujá o chefe do MST,Pedro Stédile diz claramente que irão às ruas em sua defesa farão  vigília em todos os locais onde houver símbolos do Poder Judiciário, numa ameaça aberta a um poder constitucional. video 5 https://youtu.be/8aCZILZ6lWM.

6-Líder dos MTST ( Movimento dos Trabalhadores Sem Teto ) diz que não aceita a política que ele chama de retrocesso e que estará " firme nas ruas pra defender com unhas e dentes.Temos toda a disposição de enfrentá-los porque não representam o povo brasileiro".Também isto aconteceu numa solenidade no Palácio do Planalto com a presença da Dilma. Não satisfeito, votou à carga em Brasília durante as manifestações violentas fazendo ameças mais duras. vídeo 6   https://youtu.be/q_aM6qSovWk.


quarta-feira, 24 de maio de 2017

IMPOSTO SINDICAL PATROCINA VANDALISMO EM BRASÍLIA


 Assistimos na tarde de hoje em Brasília vandalismo patrocinado pelo Imposto Sindical Compulsório através as centrais sindicais a CUT e a Força Sindical ,MST e MTSTque transportaram para a Capital federal centenas de  milicianos que depredaram vários ministérios e enfrentaram os policiais. Os Ministérios da Agricultura e o da Cultura foram os mais atingidos com milicianos quebrando suas vidraças, danificando documentos, cadeiras e móveis,e não satisfeitos colocaram fogo nos prédios. Isto mesmo, incendiaram os prédios públicos causando grandes danos ao patrimônio . Os funcionários aterrorizados foram retirados às pressas de seus afazeres ,enquanto os milicianos pareciam preparados e treinados .Eles avançaram sobre os prédios  causando pânico e danos consideráveis.
O efetivo das forças policiais lutava bravamente contra os milicianos trajando suas camisetas vermelhas e portando as surradas bandeiras da CUT, da Força Sindical,MST e MTST e de outros partidos de esquerda radical incentivados por um locutor num carro de som. Vários policiais foram agredidos pelos vândalos , sendo que seis precisaram de atendimento médico ,e apenas quatro vândalos tinham sido detidos.
Houve uma falha na repressão ao vandalismo, porque o número de policiais e as táticas empregadas não foram suficientes para conter os 25 mil baderneiros , entre eles centenas de milicianos, profissionais de manifestações violentas. Isto pode ser depreendido pelos estragos que causaram ao patrimônio público. 
Eles foram para Brasília em centenas de ônibus alugados pela CUT. Força Sindical ,MST e MTST e outras centrais sindicais com o dinheiro que abastecem estas corporações do Imposto Sindical Compulsório. Ou seja, esta excrescência do tempo da ditadura de Vargas está servindo para patrocinar viagens de milicianos para depredar o patrimônio público. 
Foi necessário que o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia pedisse que a Força Nacional fosse chamada para garantir os trabalhos do Parlamento, mas o presidente Temer decidiu chamar as Forças Armadas, e imediatamente as tropas chegaram para garantir a segurança, enquanto os baderneiros se dirigiram para as imediações do estádio Mané Carrinha onde os ônibus que os trouxeram permaneciam estacionados.

 Fotos do Blog Ceticismo Político.

terça-feira, 23 de maio de 2017

"DOUTOR GOOGLE É SENHOR ABSOLUTO DO JORNALISMO HOJE "


iBahia

ENTREVISTAS
Reynivaldo Brito: ‘Doutor Google é senhor absoluto do jornalismo hoje’
O jornalista, que colocou à disposição todo o seu acervo em um blog, comenta as diferenças entre as épocas e relembra diversas histórias de bastidores da profissão
Foto: Izis Moacyr / bahia.ba
Foto: Izis Moacyr / bahia.ba

Publicado em 22/05/2017 às 15h39.
James Martins







O jornalista Reynivaldo Brito se aposentou após mais de 40 anos de profissão. Estreando em redações em pleno período militar e, mais ainda, antes da internet e do Google, ele viveu um outro ambiente na profissão, onde se saía de ônibus para fazer pautas sobre assuntos ou personalidades de quem, às vezes, as únicas informações disponíveis vinham de recortes nos arquivos do próprio jornal. Pé-quente, deu matéria de capa em A Tarde antes mesmo de ser oficialmente contratado – uma fotografia ao lado de ninguém menos que o cineasta italiano Pier Paolo Pasolini, a quem perseguiu pela orla de Salvador, simboliza o feito.
Aposentado, mas não parado. Para não ficar em casa “mudando o jarro de posição”, Reynivaldo decidiu digitalizar todo o seu acervo de trabalho, que inclui também uma colaboração de 17 anos com a revista Manchete, e colocá-lo à disposição em um blog, que serve como verdadeiro repositório jornalístico das últimas décadas e onde desfilam personagens como Dorival Caymmi, Antônio Carlos Magalhães, Glauber Rocha e Mãe Menininha do Gantois. “Hoje, com essa facilidade toda, ninguém sai [das redações]. É tudo na internet”, alerta.
A comparar as épocas, ele, que curtiu bastante a boemia e o desbunde baiano dos anos 1970, acha, no entanto, que é besteira querer restabelecer o mesmo clima nos dias de hoje. Ou cobrar dos jovens uma postura mais farrista. “O jornalista gastava o dinheiro todo, às vezes até faltava dinheiro em casa, nos cabarés”, diz. Sobre Glauber Rocha, uma lembrança: “Quando eu bati na porta, que ele abriu, estava nu! E ele era cabeludão, parecendo um macaco. Nu! Aí eu fiquei assim na porta… Você imagine se fosse uma moça. E ele: ‘Entre’! Eu entrei… (risos)”.
São muitas as lembranças e os toques que fazem dessa entrevista um compromisso, um encontro inadiável, não apenas com a memória recente da história do país e, em particular, do jornalismo, mas também com o futuro. De ambos.
Leia a conversa completa abaixo:







Foto: Izis Moacyr/ bahia.ba
Foto: Izis Moacyr/ bahia.ba


bahia.ba – Reynivaldo, para começar, fale sobre sua formação e início de carreira. Como foi?
Reynivaldo Brito – Eu ia fazer medicina, imagine!, mas percebi que não daria, de jeito nenhum, para medicina. Aí, ainda no cursinho pré-vestibular, eu decidi que ia fazer jornalismo. Me inscrevi e passei em último lugar. Era classificatório, e eu passei em último. Mas, graças a deus, dos meus colegas eu fui o que mais se destacou.
.ba – Em que ano isso?
RB – Rapaz, eu sou ruim de ano, mas foi na década de [19]60, porque eu peguei a revolução na faculdade. Eu inclusive fiz Jornalismo e Ciências Sociais, que era o curso mais procurado pelos estudantes ligados à esquerda. Fui suspenso, por dois anos, por causa da minha atividade no movimento estudantil, e depois retornei e concluí. Então, eu sou bacharel em Jornalismo e bacharel em Ciências Sociais. E aí fui procurar uma atividade na área de jornalismo e terminei indo para uma assessoria de imprensa, primeiramente, lá na Secretaria de Minas e Energia. O secretário era um primo meu, Oliveira Brito, que tinha sido ministro da Educação. Mas a revolução o cassou também, junto com Navarro de Brito, no governo Luiz Viana. E o secretário que chegou falou com Fernando Rocha, que era do jornal A Tarde, que eu estava me perdendo ali, que devia ingressar no jornalismo e Fernando Rocha me levou para A Tarde e lá eu comecei.
.ba – Que era o nosso maior jornal!
RB – O maior jornal e tinha muito prestígio. Hoje A Tarde está um simulacro do que era, não é? Mas eu fui para lá e lá eu fiquei quase 40 anos. Comecei como repórter e terminei como editor-geral. E me aposentei com essa mudança, dos netos de Simões Filho, que chegaram aí para acabar com o jornal.
.ba – E, vindo bem mais para cá, para depois voltarmos ao início, por que você decidiu organizar suas matérias em um blog? E o que mudou, no jornalismo, com o advento da internet? Qual era a dificuldade de ser jornalista antes do Google?
RB – Muita dificuldade. Eu vi o primeiro computador nos Estados Unidos, em 1970. Era enooorme! Eu fiquei olhando, entusiasmado, como é que aquela máquina fazia esse negócio. Hoje em dia o telefone celular faz tudo, a gente tem um computador nas mãos. Então, naquela época, rapaz… vou citar o caso da morte do presidente Tancredo Neves. Antes de meia-noite fechava o jornal. Tancredo Neves levou vinte e tantos dias para morrer, né? A gente estava lá na redação e, quando dava meia-noite, o Antônio Brito, que era o porta-voz dele, dizia “o presidente Tancredo Neves apresentou melhoras e não-sei-o-que…”. Resultado: a gente tinha que entrar no jornal e consertar tudo na mão. Foi uma época muito difícil! E, antes disso, era pior ainda. Por que a gente ia pro arquivo pegar recortes de jornal, muitas vezes imprecisos, não tinha a facilidade do telefone, era telefone fixo e a gente esperava, às vezes, 20 minutos pra dar uma linha! Hoje, com um tapa a gente faz um jornal. Eu sou capaz de fazer um jornal sozinho! Aí, quando eu me aposentei, como sou muito inquieto, não quis ficar em casa mudando o jarro de lugar (risos) e, outra coisa, o mercado se fecha quando você se aposenta. Então eu pensei: “O que é que eu vou fazer?”. Aí olhei para aquelas revistas Manchete, onde trabalhei por 17 anos, simultâneo com A Tarde, e, mesmo ocupando cargo de chefia sempre gostei de fazer reportagem. Quando tinha uma reportagem interessante eu mesmo saía para fazer. Aí, sentei aqui e decidi colocar tudo que eu fiz na internet. “Eu mesmo vou colocar”. E você não sabe a dor-de-cabeça que foi… (risos). E eu não tomei curso nenhum, fui brigando com o scanner, por que não cabe uma folha da revista, tive que repartir, mas sei que consegui.

Me aposentei com essa mudança, dos netos de Simões Filho, que chegaram aí para acabar com o jornal.

.ba – Então você botou a mão na massa mesmo, não terceirizou?
RB – Não. Mas, quem fez o blog foi minha mulher, comigo ao lado dizendo como queria, por que não sou muito bom de internet.
.ba – E você também foi professor, não é, de jornalismo?
RB – Sim, ensinei na Ufba por mais de 15 anos. Muitos profissionais que estão aí foram meus alunos. Depois eu saí por que… [escolhendo as palavras] é difícil ser honesto nesse país.
.ba – O que houve?
RB – Quando eu fiz o concurso para a Ufba era uma vaga para quatro concorrentes. E eu passei. E, como eu trabalhava em jornal, optei por 20 horas, e ganhava metade do valor. Quem ensinava 20 horas era para ter uma, no máximo duas matérias. Mas, como eu divergia do pessoal, que tinham uns esquemas que só serviam para cooptar alunos para militância, e eu não gosto de manipulação de pessoas, então comecei a brigar e comecei a ser boicotado. Resultado: todo semestre botavam mais matérias para eu ensinar. Teve um dia que botaram quatro matérias pra eu ensinar. Eu sendo de 20 horas. E os de 40 horas, que manipulavam lá, ensinavam uma matéria. Então eu escrevi um pedido de demissão, coloquei dentro da caderneta e deixei lá. Perdi tudo na universidade, FGTS…
.ba – E sua estreia em A Tarde, antes mesmo de ser contratado, foi já naquele dia da visita de Pasolini aqui em Salvador. Como foi que aconteceu?
RB – Rapaz, eu tava chegando, botei um paletó, meio surrado, meio apertado, e quando cheguei lá, era de tarde, não tinha ninguém no jornal. Dr. Cruz Rios chegou e disse “manda o menino lá”, comigo. E eu pensando “eu não sei italiano, não aprendi inglês” -por que a minha geração era contra os americanos- “o que é que eu vou fazer atrás de Pasolini”? (risos) Aí fui ao arquivo do jornal, peguei uns recortes, li sobre a vida dele e me mandei pra lá com um fotógrafo de polícia. Naquela época tinha fotógrafo exclusivamente de polícia. E, ele, João Alves, que já morreu, andava com uma pistola na cintura. Quando chegamos no Hotel da Bahia, no balcão de informações, ói Pasolini! Eu conferi na foto que levei: É ele! Aí virei pra João e pedi pra tirar várias fotos que, mesmo que a gente não conseguisse falar nada, tinha as fotos. Ele aí fotografou Pasolini. E Pasolini subiu o elevador, eu tentei subir junto e ele não deixou (risos). Fiquei por lá e tal… E aí depois ele desceu com a Maria Callas, com quem ele namorava, a grande soprano, nós seguimos o carro deles, que foi para os lados da orla, e a certa altura ele desceu: “PolicIa, policIa” [destaca a pronuncia com ênfase no “ia”]. E, com isso, já deu para eu fazer um textozinho. Voltei pro jornal, onde já tinham feito a parte de pesquisa, e eu fiz a matéria. Tenho até uma foto com ele. E acabou sendo a capa do jornal! Quer dizer, no meu primeiro dia, dei a manchete com primeira capa! Uma sorte danada! Você vê o que é jornalismo, tem muito de sorte. Tinha um fotógrafo aqui, chamado Leão Rosemberg, pouco se fala nele, mas é o cara que fotografou a Bahia nos anos 1960/70. Ele dizia: “o fotógrafo bom é aquele que carrega a máquina”. Por que, se você estiver com a máquina, um dia você vai fazer uma grande foto.
.ba – Ao te ouvir falar sobre a redação vazia, fiquei pensando em uma diferença que talvez seja vantajosa para o jornalismo do passado: os jornalistas na rua. Hoje, em geral, o jornalista é mais de redação, alguns nunca saíram a campo. Tudo muito chupado um do outro, pela internet. Isso enfraquece o jornalismo?
RB – Empobreceu o jornalismo. Você vê o Jornal Nacional, é a repetição do que aconteceu de manhã. É o mesmo jornal. É uma preguiça muito grande! Ninguém vai ouvir ninguém. Eu acho que o jornalismo perdeu uma… No meu tempo a dificuldade era grande, a gente ia de ônibus, ou na caminhonete que distribuía o jornal. Depois, melhorou um pouquinho, ia de vez em quando de táxi. Hoje, com essa facilidade toda, ninguém sai. É tudo na internet. E no Google. Doutor Google! Doutor Google é o senhor absoluto do jornalismo hoje.







Foto: João Alves 1970 / A Tarde
Com Pasolini, no Hotel da Bahia. 1970, pé-quente! (Foto: João Alves 1970 / A Tarde)


.ba – E a diferença de perfil dos jornalistas? Quando os mais antigos querem afrontar os d’agora costumam lembrar que naquele tempo todo jornalista bebia, fumava… o perfil boêmio do jornalista x os meninos do iogurte. É isso mesmo?
RB – Isso é besteira. Mas, eu peguei essa fase da boemia e fiz muita farra. Era por que os jornais e as rádios eram concentrados no centro da cidade. Você tinha ali Jornal da Bahia, Diário de Notícias…, Estado da Bahia e Rádio Sociedade no mesmo prédio, ali na Carlos Gomes, e também A Tarde, Rádio Excelsior… Resultado: tudo junto. Aí, quando fechava o jornal, todo mundo ia farrear no bar Cacique, na Praça Castro Alves. Os mais farristas ainda ficavam para ir ao puteiro, que ali era uma zona de putaria muito grande… No puteiro tinha até orquestra, rapaz! E lá para as duas horas da manhã as casas menores fechavam e abria o grande cabaré que era o Tabariz, ali ao lado de onde hoje é o Glauber Rocha, que tinha um grande dancing. Então as putas saíam dos cabarés e iam para lá… Naquela época as meninas não eram fáceis e todo mundo tinha que ir é pro puteiro mesmo (risos). O jornalista gastava o dinheiro todo, às vezes até faltava dinheiro em casa, nos cabarés.
.ba – E quem era os maiores putanheiros do jornalismo da Bahia?
RB – Ah, Jeová de Carvalho, Silva Filho… muitos. Todos eles, daquela geração, um pouco mais velhos do que eu, todos eram altamente farristas. E saíam de lá e ainda iam pra Sete Portas, comer feijoada… E naquela época tinha feijoada embaixo do Elevador Lacerda, onde também tinha um cabaré famoso, chamado “Saionara”, com umas meninas muito bonitas, vindas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina (risos). E, antes disso, tiveram as polacas, nos anos 50.

O jornalista gastava o dinheiro todo, às vezes até faltava dinheiro em casa, nos cabarés.

.ba – Uma coisa curiosa que li numa matéria sua antiga, e que me fez pensar em como parece às vezes que a história se repete mesmo, foi que no carnaval de 1981 o então governador Antônio Carlos Magalhães decretou um dia a mais, que foi a quinta. Este ano, 2017, o neto dele decretou mais um dia, que foi a quarta…
RB – [interrompendo] Daqui uns dias vai ser um mês de carnaval!
.ba – Mas, como era cobrir carnaval naquela época?
RB – Eu cobria pra Manchete e tem um negócio engraçado: as mulheres ficavam mais nuas do que hoje. Elas botavam os peitos de fora brincando. Teve um ano aí que foi as mulheres tudo com os peitos do lado de fora nos trios elétricos. Mas, por outro lado, o carnaval era comportado. Tinha uma briga ou outra, mas era coisa muito rara. Tinha ladrão, batedor de carteira, evidentemente, mas você andava pelo meio do povo numa tranquilidade danada e não tinha esses absurdos de hoje em dia que são os camarotes. Eu sou contra camarote. Acho um absurdo, não tem nada a ver com carnaval. Os caras ficam tocando música eletrônica enquanto o carnaval tá lá embaixo. Privam o povo de espaço. Ninguém pode passar numa avenida dessas no carnaval. Eu mesmo era muito carnavalesco. Agora, para cobrir a gente fazia as pautas, designava que ia cobrir os blocos de trio, os afoxés etc. Geralmente era um par: repórter e fotógrafo. E depois montávamos o jornal. E todo mundo ficava também responsável por recolher as curiosidades, que eram muitas…
.ba – Você lembra alguma?
RB – O desfile das bichas lá na Praça Castro Alves, quando surgiu, aquilo era uma coisa curiosa. E tinha uma bicha famosa aqui, na época, argentina, chamado Fernando Noy – aquele cara escandalizou! Uma vez ele apareceu com uma fantasia com a bunda toda de fora.
.ba – Por falar naquela época, você tem algumas histórias de matérias com Caetano Veloso, né?
RB – Uma matéria interessante com ele, que ainda tenho até gravada em cassete, é quando a esquerda do sul do país começou a esculhambar com ele e ele sofreu como o diabo. E eu tenho uma entrevista feita na casa dele, em Ondina, ele chorando… sentado no chão e chorando… Quem mais esculhambava com ele era aquele Maurício Kubrusly, que na época era crítico musical e socava o pau em Caetano.







Foto: Izis Moacyr / bahia.ba
Foto: Izis Moacyr / bahia.ba


.ba – E, nessas entrevistas, às vezes em momentos conturbados, você já passou algum perrengue, já teve dificuldades para chegar?
RB – Eu chegava com facilidade. Não é vaidade não, mas eu nunca tive dificuldade de chegar. As pessoas sempre me respeitaram. Só que, uma vez, quando a Lucinha Lins largou o Ivan Lins, foi um escândalo! Ela fugiu com um bailarino e o pessoal dizia que o bailarino era gay (risos). E ela veio aqui pra Bahia. Quando eu fui abordá-la, ela não quis de jeito nenhum. Aí eu sentei, chamei para tomar um café e tal… e ela perguntou se eu iria tratá-la bem, preocupada. “Como é seu nome?”. Eu: “Reynivaldo Brito”. E ela disse: “Eu vou lhe chamar de Brito”. E nesse papo eu já estava entrevistando, por que eu tenho uma coisa que eu não tomo muita anotação, só de uma frase assim, que eu queira botar como declaração. E aí conversei com ela bastante e fiz uma matéria respeitosa, entendeu? Eu trabalhava na Bloch Editora, que tinha 54 revistas, inclusive uma chamada “Amiga”, de fofoca de artistas. Menino, o cara pegou meu texto, virou de cabeça pra baixo, fez uma fofoca horrorosa (risos). Felizmente eu nunca mais encontrei com Lucinha Lins (mais risos). Ô dia que eu fiquei com raiva! O editor, muitas vezes, acaba com o texto que você faz.
.ba – E caso de entrevistas que não rendem?
RB – Ah, tem gente que só responde “sim”, “não”. Gil é o contrário. Gil é uma das pessoas que mais falam… Você tem que mandar parar! (risos). Fala, fala, fala… se deixar ele fala o dia todo (mais risos). Agora, tem gente que é monossilábico. Por exemplo, João Gilberto.

O editor, muitas vezes, acaba com o texto que você faz.

.ba – Como foi sua história com João?
RB – Eu peguei ele pelo braço e sentei no sofá, lá no aeroporto, três horas da manhã. A história foi que o Mick Jagger tinha dado um pontapé na rótula de um fotógrafo lá na Inglaterra. E diziam também que João Gilberto tinha maltratado uma pessoa no Rio. Aí a Manchete me mandou esperá-lo. Mas eu já fui preparado, disse “ói, se prepare, porque se ele me der um pontapé eu vou rumar o pontapé nele; se ele me der um tapa, vou rumar um tapa nele” (risos). Comigo não tem esse negócio de repórter estar apanhando não, oxe! Aí, quando ele chegou, peguei-o pelo braço, sentei no sofá, ficamos lá conversando… E teve uma cena que nunca esqueci: uma hora daquelas, tinha uma menina, sozinha, esperando para entregar uma rosa a ele. Sozinha. E naquela época… que hoje em dia é fácil chegar ao aeroporto, mas, naquela época! Aí eu disse “entregue a sua rosa a ele”. Ela entregou e ele só fez [se curva, em sinal de reverência]. E eu entrevistei ele, numa boa…
.ba – E ele falou?
RB – Falou, aquele negócio dele… Agora, difícil né? É uma das pessoas difíceis de entrevistar.
.ba – Mas não se recusou nem te tratou mal, não é?
RB – Não, de jeito nenhum. Tomou um choque assim, né?

Gil é uma das pessoas que mais falam… Você tem que mandar parar! [risos]. Fala, fala, fala… se deixar ele fala o dia todo [mais risos].

.ba – E Glauber Rocha, nu, no Hotel da Bahia? Aí o choque foi seu?
RB – Sim, eu marquei com Glauber Rocha no Hotel da Bahia. Cheguei e ele me autorizou subir. Quando eu bati na porta, que ele abriu, estava nu! E ele era cabeludão, parecendo um macaco. Nu! Aí eu fiquei assim na porta… Você imagine se fosse uma moça. E ele: “Entre”! Eu entrei… (risos) Aquela figura… Eu sentei em uma cadeira… e ele nu. Aí ele foi lá na cama, assim, pegou um short azul, meio vagabundo, e começou a falar de Geisel. Ele era doido por Golbery do Couto e Silva. Golbery era uma pessoa inteligentíssima e que era o cérebro do fim da revolução. E Glauber defendia Golbery e o pessoal do Rio e de São Paulo socava o cacete nele, dizendo que ele estava virando a folha. Ele dizia que Golbery era quem iria fazer a abertura política etc. E ali eu estava entrevistando, entrevistando, e ele se aproximou da janela e tinham umas senhoras no prédio defronte que, quando viram aquele homem nu, pá, fecharam a porta (risos). E eu nem olhava pra ele, aquele homem nu. Uma hora o calção caiu e ele se abaixou pra pegar (mais risos)… Foi aí que João Ubaldo chegou e disse: “Tome vergonha, Glauber, vista essa porra desse short aí, rapaz!”.
.ba – E Dorival Caymmi, com quem você fez uma longa matéria cujas fotos hoje são clássicas, como foi?
RB – Ah, Caymmi eu peguei em casa, ali em Amaralina, e o levei a Itapuã, peguei o violão de minha mulher, que estava aprendendo, e levei-o para o Abaeté, Bonfim… passei a tarde toda com ele. Era uma figura doce.
.ba – E você chegou a sofrer censura nos tempos da ditadura? Teve dificuldades com políticos?
RB – Na verdade não.
.ba – E de ACM, alguma lembrança?
RB – Eu nunca tive problema com ele, mas também nunca me aproximei do carlismo não. Embora o tenha entrevistado muitas vezes. Me dava muito bem com ele, mas mantive uma certa distância da política.

Foi aí que João Ubaldo chegou e disse: ‘Tome vergonha, Glauber, vista essa porra desse short aí, rapaz!’

.ba – E como é que você vê a política hoje em dia?
RB – A grande decepção são as pessoas que participaram do movimento armado, do movimento estudantil… Pra depois cair na roubalheira? Quer dizer, tudo aquilo que a gente era contra, os caras assumiram o poder e fizeram pior. Não fizeram nem igual, fizeram pior: sistematizaram o roubo. O roubo virou uma instituição. E se você não aceita, os devotos dizem que você é fascista. Primeiro era coxinha, agora é fascista (risos). Eu acho que a Lava Jato é um exemplo pro mundo. Quem imaginava ver Marcelo Odebrecht na cadeia? Olhe, eu dava assessoria à Fenagro e Marcelo é criador de gado de raça. Quando esse cara chegava lá, rapaz, parecia que chegava o rei da Inglaterra. Uma arrogância danada! Hoje tá lá na cadeia…







Foto: Izis Moacyr / bahia.ba
Foto: Izis Moacyr / bahia.ba


.ba – Tem uma matéria sua de 1978 cujo título é “A morte dos sobradões do Pelourinho”. Esse assunto voltou à imprensa recentemente, por causa da queda de um casarão na Soledade, onde inclusive morreram pessoas. São quase 40 anos de distância. A pergunta é: a Bahia não melhora, não anda?
RB – Não anda. Eu chamo o Iphan de o arquivo morto do patrimônio. O Iphan só faz catalogar, e pouca coisa faz pelo patrimônio público. Só faz dizer “você não pode fazer isso, não pode fazer aquilo” e o casarão vai ficando até que cai a parede, cai tudo. É o cemitério do patrimônio histórico.
.ba – Você andou muito por ali, pelo Pelourinho?
RB – Claro. Fui até assessor do professor Vivaldo da Costa Lima. E eu me dava muito com Mestre Pastinha e com a mulher dele dona Romélia.
.ba – Que era baiana de acarajé.
RB – Era baiana de acarajé e fazia um acarajé horroroso (muitos risos)! Mas era minha amiga, entendeu?, e eu ajudei muito Pastinha. Quem arranjou uma aposentadoria pra Pastinha fui eu com Osvaldo Gomes, na prefeitura de Mário Kertész. Eu sentado lá, ela disse “meu filho, nós estamos passando necessidade”. Eu, repórter, dei um dinheirinho a ela e disse “vou arranjar uma aposentadoria pra Pastinha”. Chega me emociono quando eu falo [mostra o braço arrepiado]. Fui à Praça Municipal, Osvaldo Gomes era um jornalista, assessor de imprensa de Mário Kertész, eu contei a história a ele, que falou com um vereador e se arrumou uma pensão pra Pastinha. Ele viveu os últimos anos dessa pensão.
.ba – Mas, mesmo assim, viveu mal, não é? Por que tem um depoimento dela, Romélia, dizendo que, quando ele morreu, enviaram um caixão de indigente e ela então comprou um outro, digno, e o pagou no tabuleiro do acarajé.
RB – É, o grande sofrimento do Pastinha foi quando ele foi tirado da casa dele, pelo pessoal do Sesc. E, como ele ficou cego, botaram ele em um casarão ali perto de onde tinha o Instituto Nina Rodrigues. Ele passava o dia todo em cima de um banquinho, com as perninhas cruzadas… Aí quando os repórteres chegavam pra fazer reportagem, ela me ligava: “Reynivaldo, tem um repórter aqui, é fulano, eu dou entrevista?”. Eu digo: “Dê”. E os caras ficavam retados comigo. Mas não era eu quem proibia de dar entrevista, não. Ela me consultava por que me respeitava, confiava.
.ba – Você falou que o A Tarde hoje é um simulacro do que foi. E o jornalismo atual, como você o vê?
RB – Hoje, o que prevalece, como comunicação mesmo, são as redes sociais. Depois das redes sociais você lê um ou outro artigo, né? E nas redes sociais as pessoas também compartilham os artigos que saem nos jornais eletrônicos. Então, o jornalismo hoje precisa se reinventar, tem que sair na frente. E, para sair na frente, só na internet. O jornalismo impresso você vai se preocupar em ler os artigos de fundo. Se os artigos de fundo vierem pra cá [internet], vai acabar mais rápido ainda com os jornais. Os jornais estão se acabando no mundo inteiro.
.ba – E a situação específica do jornal A Tarde, que foi o maior do estado?
RB – O jornal A Tarde foi o maior do Norte/Nordeste, por muitos anos. Tirava cento e tantos mil exemplares. Hoje em dia não sei se tira 10 mil, entendeu? E tinha prestígio fantástico. O que A Tarde dizia… Quando eu chegava numa coletiva, quase só davam atenção à TV Aratu, na época, e ao jornal A Tarde. Se não chegasse o jornal A Tarde eles não começavam.
.ba – Mas, além dos efeitos naturais da internet, aconteceram também erros internos, administrativos, que acarretaram a decadência?
RB – Muitos! Por que um jornal vive de uma coisa chamada credibilidade. E credibilidade lhe é dada pelas pessoas que dirigem o veículo, seja ele qual for. Com essas mudanças aí, A Tarde perdeu credibilidade. O Sílvio Simões, que assumiu, é um capitalista que queria ser socialista (risos). Uma vez eu disse a ele “distribua as ações com a gente, você não é socialista?”. E ele ficou dando risada. Então, Silvio Simões não tem nenhuma… Sair das mãos de Dr. Jorge Calmon para as mãos de Silvio Simões, é uma diferença de água pro vinho. Aí botaram pra fora os editores experientes e colocaram um monte de meninos, pra pagar menos, trouxeram uma empresa de Brasília pra fazer uma auditoria… essa empresa fez uma auditoria maluca que ninguém entendeu nada… e não implantou nenhuma novidade que viesse salvar o jornal, pelo contrário, ajudou a afundar o jornal.
.ba – E dos políticos que você entrevistou, ficou alguma história engraçada pra gente encerrar?RB – Eu evitei bastante essa política partidária, mas lembro do dia em que Collor de Melo esteve no jornal. Ele pegava sua mão e fazia assim ói [sacode bruscamente]. Aí, quando ele me cumprimentou, chegou a me doer o braço. E ele é grandão! Aí Dr. Jorge Calmon me chamou e perguntou: “O que é que você achou?”. Eu disse: “Eu achei que é um maluco!”. E eu também perguntei a ele: “E a impressão do senhor?”. Ele: “Minha impressão também é essa – um doido!”. Oxe, foi dito e certo.
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