Objetivo


domingo, 25 de novembro de 2012

PARLAMENTO DISTANCIADO DA SOCIEDADE

                            PARLAMENTO DISTANCIADO DA SOCIEDADE


Os nossos representantes no Parlamento tanto na Câmara quanto no Senado realmente decepcionam seus eleitores. Depois de receberem o 14º e  15º salários,  - vejam vocês o 14º e  15º salários - sem falar nas mordomias , nos acordos, e corrupção que a toda hora são envolvidos os senadores - querem que a gente pague o Imposto de Renda devido por eles destes escandalosos 14º e  15º salários! Deviam ter vergonha! Quem ganha no Brasil  14º ou 15º salários? Só os  deputados e senadores.
No processo do Mensalão vários deputados  federais estão sendo condenados pelo Supremo Tribunal Federal por receberem dinheiro para votar nos projetos do nosso "ilabado " e democrata Lula.O processo de número 470 está ai para demonstrar que "ele nada sabia", coitado, foi enganado por Dirceu e companhia...
Agora os deputados zelosos de seu ofício por 359 a 2 aprovaram mais uma emenda à nossa Constituição,
 - que é a mais emendada do planeta - ampliando os direitos trabalhistas dos empregados domésticos. De sã consciência ninguém é a princípio contra que os empregados domésticos tenham seus direitos garantidos e ampliados. Só que para que isto aconteça é preciso que haja uma contrapartida. Por exemplo, sabemos que qualquer projeto que venha implicar em despesa para União ou Estados é preciso que haja uma previsão orçamentária. Mas, para legislar contra o empregador individual, ninguém pensa em previsão orçamentária. Será que a empobrecida classe média tem atualmente recursos para arcar com mais esta despesa? Por que não pode abater  no IR esta  nova despesa?
 Veja que já é obrigada a arcar com despesas com plano de saúde, porque os hospitais públicos não funcionam; bancam a educação de seus filhos nas escolas particulares, porque os ensino público é uma vergonha nacional; arcam com despesas de pneus rasgados, reapertos  e substituições  por quebras de peças de seus carros, porque as pistas das estradas e vias nas grandes cidades vivem completamente esburacadas, com  remendos mal feitos, que se transformaram em verdadeiros tobogãs; seus aparelhos domésticos queimam de quando em vez, porque os apagões são constantes. Sim, ia esquecendo; quanto a falta de segurança   quando são obrigados a transformar suas casas em fortalezas com grades, fechaduras reforçadas, alarmes e câmaras porque a segurança pública é falha. Enfim, mazelas é que não faltam do poder público e, principalmente,as classes média e as mais pobres são as que mais sofrem.
Existe um distanciamento gritante  entre o Parlamento e a sociedade brasileira . A linguagem que falam e o que defendem estão intimamente ligados a seus interesses pessoais. Se auto intitulam de defensores do povo, porém, o que vemos é que eles defendem apenas seus próprios interesses , embora durante as campanhas eleitorais ,com caras de pau, vêm em busca de votos com promessas, nunca cumpridas.
Voltando ao empregado doméstico hoje recebe R$662,00 e tem seu INSS pago em parte pelo patrão, além do custo de transporte, onde apenas 6% é descontado do salário. Se dormir no emprego lhe é descontado apenas a parcela que lhe cabe do INSS.  É pouco é verdade, porém, o salário da classe média está achatada e todo comprometido com gastos devido a ineficiência do Estado brasileiro. É fácil fazer demagogia e farra com o dinheiro alheio. Vamos derrotá-los nas urnas, não votando neles.
Com estes novos encargos, segundo cálculos do sindicato os patrões um empregado doméstico custará em torno de R$2.750,00 por mês se dormir no trabalho e forem computadas as horas extras que excedem as 44 horas semanais.
Se passar como está quando chegar ao Senado e for transformado em lei, esta emenda  virá complicar ainda mais a vida da classe média combalida,além de tornar mais   difícil a relação trabalhista, entre as partes, que é muito diferente do empregador comercial,industrial ou de qualquer outro setor produtivo ou de serviços. A relação é uma relação mais fraternal, mais afetiva, e muitos patrões nem chegam a descontar nada!
Ninguém fala em deveres, ninguém fala das dificuldades em se manter uma pessoa empregada numa residência. Nas deficiências funcionais , nos prejuízos que causam , nas faltas , quase sempre injustificadas. É preciso pensar também nos deveres e nas contrapartidas. Tudo na vida tem quer ter duas vias...

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