Objetivo


domingo, 12 de janeiro de 2014

PRESÍDIOS DA MORTE

Foto google
Vamos olhar pela ordem : Alagoas, (61,8) Ceará (42,5) e Bahia (40,7), para ficar nos três primeiros colocados no quesito de número de mortos por 100 mil habitantes. São Paulo é a segunda menor do país com 12,4.Com os números agora escancarados devido a barbárie que aconteceu no presídio de Pedrinhas, no Maranhão, onde já foram assassinados 62 presos só em 2013, alguns estudiosos  estão refletindo sobre a nossa Federação . Eles concluíram que esta Federação que ai está não "foi concebida para aprofundar a democracia ou proteger os direitos humanos." Na realidade ela protege oligarquias , feudos, que estão no poder ou gravitando em torno dele. 
Dizem os estudos que  a sociedade brasileira não se mobiliza pela questão penitenciaria e os governos não fazem esforço para resolver ou amenizar  este problema, que tem origem na entrada e saída do indivíduo infrator do sistema penitenciário.Muitos estão presos ilegalmente porque os processos são mal feitos nas delegacias, o tempo de condenação já prescreveu e a Justiça não emite o mandado de soltura e, assim por diante. A Justiça é muito lenta .
Só mais recentemente é que o CNJ - Conselho Nacional de Justiça vem adotando alguns procedimentos cobrando eficiência e celeridade. Veja que a Justiça da Bahia foi considerada a pior do país!
Esta situação de guerra nos presídios expõe a ferida da pobreza, que alguns teimam em dizer que acabou, mas que está ai saltando aos nossos olhos. As desigualdades são imensas, a falta de saúde e educação contribuem em muito para este quadro preocupante e, o nosso país do automóvel, vai camuflando as suas fraquezas até que uma explosão acontece aqui e ali.
O Governo Federal investiu em 2013 em presídios 34,2% a menos do que no ano anterior, mas em propaganda os números cresceram. É preciso pensar não apenas em construir presídios, mas em equipar os existentes com pessoal qualificado para que os que estão ali encarcerados possam ser reeducados.
Assim, ao cumprir suas penas  possam  realmente ser incorporados em atividades produtivas e, assim viverem como cidadãos numa sociedade mais justa.
Estamos bem longe disto , eu sei. Mas, podemos começar que um dia chegaremos lá.
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