Objetivo


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

DOIS VELHINHOS NO MEU CAMINHO

A mendicância é a última alternativa para os que não
tiveram condições de se preparar para a velhice.
Enquanto Renan Calheiros se escondia para não receber do oficial de justiça a ordem judicial de que deveria se afastar das funções de presidente do Senado Federal, em obediência a uma liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio, do STF, e a mulher de Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo desmaiava ao ser  abordada pelos policiais com uma ordem de prisão, o Brasil real continuava sua caminhada de incertezas.
Presenciei nesta tarde e em pouco tempo  duas cenas  que me deixaram pensativo. Ao transitar de carro pela rua Afonso Celso, no bairro da Barra, em Salvador, deparei com uma cena que de imediato me entristeceu. Um velhinho trôpego caminhava numa calçada estreita puxando uma maleta , dessas de rodinhas, e trazia na outra mão uma sacola. O olhar era bem triste e os passos lentos. Parei o carro e fiquei ali acompanhando o seu destino. Pelo seu trajeto vi que não tinha destino. Talvez, tivesse fugindo de casa ou mesmo fosse expulso por algum parente estúpido. Tentei abordá-lo , mas não consegui resposta.Segui meu caminho.
Ao chegar ao bairro do Rio Vermelho, encontro próximo a uma sinaleira uma guarnição da Polícia Militar, abordando um velhinho perdido na rua. Ele exibia a sua carteira de identidade  para provar que era um cidadão de bem. Mas, a preocupação dos policiais era de saber de onde viera para conduzi-lo até seu endereço. O sinal abriu e tive que seguir o meu destino, porque um apressado  começou a buzinar loucamente. Portanto, não sei o desfecho dos dois casos.
Manifestação no município de Barra do Choça,
na Bahia
Estas cenas servem para refletir.É uma demonstração clara de que o envelhecimento da população brasileira está acontecendo a passos largos, e não vejo muita preocupação com os idosos.
Sabemos que nós ocidentais  não temos paciência de conviver com os mais velhos, que na maioria das vezes são desprezados pelos filhos nos asilos ou nas mãos de uma cuidadora despreparada,cujo  interesse é receber  a grana.
Já nas sociedades orientais os mais velhos são exemplos de sabedoria , e até mesmo nas tribos indígenas . Os idosos são muito respeitados e prestigiados. Porém, estamos no Brasil, e o nosso país está permeado de carências de todos os tipos, com 12 milhões de desempregados, inflação alta e a intolerância aumentando a cada dia .Não temos tempo para os velhos.
 Não sei onde vamos parar. Será que estamos caminhando para o precipício?
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