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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

FINALMANETE O CARTÃO VERMELHO NA BAHIA

O ex-governador petista  Wagner nega que
tenha recebido propina das empresas.
Todos que acompanham a política baiana estavam esperando que a Lava-Jato alcançasse o governo petista na Bahia tendo em vista a construção da Arena Fonte Nova , a concessão de rodovias e outras obras que merecem ser investigadas. Finalmente, na manhã de ontem, dia 26, fomos surpreendidos com uma boa notícia que foi a deflagração da Operação Cartão Vermelho para investigar o ex-governador Jacques Wagner, acusado de receber R$82 milhões de propina das construtoras OAS e Odebrecht. Também são alvos desta operação dos federais o atual chefe da Casa Civil de Rui Costa, Bruno Dauster e o empresário de setor imobiliário Carlos Daltro.
Os policiais fizeram várias buscas e apreensões inclusive no luxuoso apartamento de Jacques Wagner, no Corredor da Vitória, um dos metros quadrados mais caros de Salvador, onde o mesmo tem um apartamento que custou na época cerca de R$ 6 milhões de reais, fora os milhões gastos na decoração. Estiveram na sede da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado - SDE, que é chefiada por Wagner. E na  Casa Civil , situada no mesmo prédio que abriga a Governadoria, no Centro Administrativo.
Agentes federais deixam prédio onde mora Wagner
Foram ao todo sete endereços entre os quais o da empresa Parceria Inteligente,que funciona numa das sala do do shopping Max Center, na Pituba. Ai os policiais tiveram alguma dificuldade em cumprir sua missão porque funcionários tentaram impedir a entrada dos federais ,mas foram advertidos que poderiam ser presos, e então liberaram a entrada dos agentes. Durante as buscas foram apreendidos documentos, celulares, notebooks, arquivos eletrônicos e outros instrumentos que serão periciados pela Polícia Federal.
O ex-governador Jacques Wagner,o chefe da Casa Civil do governador Rui Costa, Bruno Dauster, todos do PT,  e o empresário Carlos Daltro foram indiciados por suposto envolvimento no esquema de propina e tiveram a prisão provisória solicitada pela PF ,mas negada pelo Tribunal Regional da 1ª Região - TRF -1 por razões ainda desconhecidas. Também, foi solicitada a condução coercitiva dos investigados ,mas o Supremo Tribunal Federal ( STF) mais uma vez impediu. 

PROPINA                                                                                                                  


Entrada principal do luxuoso prédio onde mora
o ex-governador Jacques Wagner.

A Operação Cartão Vermelho está investigando suspeitas de desvio de dinheiro de verbas públicas, corrupção, lavagem de dinheiro e fraude na licitação do estádio Arena Fonte Nova. Os investigadores acreditam que a licitação da Parceria Público Privada foi direcionada para beneficiar o consórcio formado pela Oas e Odebrecht e que a obra foi superfaturada em mais de R$450 milhões. 
Os amantes e frequentadores da emblemática Fonte Nova estranharam e ficaram revoltados com a decisão do consórcio em demolir o estádio que já tinha recebido até 60 mil torcedores para a construção de outro com capacidade de apenas 40 mil torcedores. Portanto, um retrocesso com relação a capacidade .
Sabe-se segundo a PF que a propina era paga em dinheiro vivo , e que uma dessas remessas foi feita para a casa da mãe de Wagner, que reside no Rio de Janeiro. 
De acordo com a delegada Luciana Matutino existem provas materiais de que Wagner recebeu propina das empresas , como mensagens de celular, além das delações premiadas de ex-executivos da Odebrechet como a de Hilberto Silva.

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