Objetivo


domingo, 15 de setembro de 2013

RECURSOS ESPÚRIOS

Ministro Mello pensativo
Estamos correndo o risco da palavra impunidade ser uma presença onipresente em nossas vidas. Fiquei estarrecido quando um ministro nomeado recentemente por Dilma Rousseff  para o STF disse em outras palavras que não está  subordinado à multidão . Certo, refletindo sobre esta frase entendemos que se não está subordinado a multidão está com a minoria condenada. Adiantou ainda "o que vai sair no jornal do dia seguinte não faz diferença para mim". Com estas afirmações mostrou arrogância e durante todo o voto usou um linguajar barroco e empolado. Este juiz realmente me deixou frustrado, juntamente com milhões de brasileiros.
A possibilidade de que os condenados do mensalão tenham um novo julgamento é um desrespeito à sociedade brasileira , além de ser a implantação oficial da impunidade, já que o STF é a última porta onde o cidadão podia bater.
Quem votou a favor dos recursos infringentes: Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki, que não participaram das 50 sessões, onde o processo foi exaustivamente estudado e debatido, por coincidência ambos nomeados recentemente por Dilma, logo após o julgamento; Rosa Weber , Ricardo Lewandowski, ( um voto sempre destoante) e Dias Toffoli, ex- advogado do PT. Os ministros Joaquim Barbosa ( Presidente do STF), Luiz Fux, Cármem Lúcia, Gilmar Mendes e Marco Aurélio votaram contra os tais recursos. A batata quente agora está nas mãos de Celso de Mello, que deu sinais de ser a favor dos tais recursos.
Se realmente ele votar desta forma a sociedade brasileira, além de frustrada, vai desacreditar ainda mais na Justiça. A leitura fria da lei ou a busca de argumentos num dispositivo do  regulamento  em desuso vai mostrar que o que vale mesmo é o poder, o prestígio e a posição social. Talvez, se réus não fossem José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha e, sim , um pobre coitado, estes tais recursos nem seriam mencionados.
É o nosso Brasil.
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