Objetivo


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

UM ESTRANHO SILÊNCIO



Esperamos que acenda uma luz sobre este manto
cinza de silêncio dos trabalhadores .
Um manto cinza cobre as ações das lideranças dos trabalhadores da Petrobras  as quais não dizem uma palavra sequer  acerca da roubalheira generalizada que foi descoberta pela Operação Lava-Jato da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
Lembro as lutas patrióticas dos trabalhadores em defesa da empresa contra a sua privatização,sem precisar olhar muitos anos antes , quando o país inteiro se mobilizou embalado pela frase "O petróleo é nosso".
Nem mesmo o apelo  dramático da ex-gerente  Venina Veloso da Fonseca  para que seus colegas de empresa denunciem os desmandos que presenciaram durante estes últimos 12 anos, quando a Petrobras teve seu cofre roubado num esquema que envolve as maiores empreiteiras do país e políticos de vários partidos, especialmente do PT , PMDB e PP, além de outros apoiadores dos governos Lula e Dilma.
O estranho silêncio permanece , porque nem mesmo os trabalhadores que não participam das diretorias dos vários sindicatos ligados à Petrobras falaram uma palavra sequer.
 Este silêncio além de estranho traz no seu bojo uma espécie de conivência , porque como diz o ditado popular "quem cala consente".
 Não é possível que com tantos roubos já comprovados  que gerentes ou mesmo um funcionário menos graduado não tenha flagrado uma atitude no mínimo suspeita. 
As denúncias de Venina são muito sérias e
merecem toda a atenção da sociedade brasileira.
Está também comprovado que as tais comissões internas para apuração de irregularidades na empresa têm demonstrado pouca eficacia. Parece que existe um forte corporativismo entre os trabalhadores da empresa.
No caso da que foi aberta da área de Abastecimento os membros da tal comissão responsabilizaram a ex-gerente executiva Venina Veloso da Fonseca , por quatro irregularidades que elevaram gastos e indicam a existência de cartel nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Em um contrato com uma empresa alvo da Operação Lava-Jato, ela teria desconsiderado um desconto de R$ 25 milhões em favor da estatal.
Este resultado não desqualifica as denúncias graves que ela fez com relação ao envolvimento de empreiteiras com altos funcionários da empresa e políticos. Inclusive ela afirma que apresentou provas de suas denúncias. 
É curioso que o resultado desta apuração contra ela só apareceu depois das denúncias públicas que fez.
A  sociedade brasileira e os milhares de pequenos acionistas brasileiros e estrangeiros da Petrobras estão aguardando que os trabalhadores da empresa  que sabem de alguma irregularidade tomem coragem e façam suas denúncias à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal para que os culpados sejam investigados, acusados e julgados.
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