Objetivo


terça-feira, 18 de abril de 2017

COMEÇA APARECER A ROUBALHEIRA NA BAHIA


                                                   foto Google
Wagner nega, mas terá que explicar se realmente
 recebeu três relógios de mimo e dinheiro
Temos aqui na Bahia uma situação esdrúxula porque a oposição na Assembleia Legislativa é pífia, e a mídia, tanto impressa como a eletrônica, em sua grande parte, está comprometida com o projeto de poder do petismo. Pelo menos estava. Vamos ver daqui pra frente.
Diante deste quadro estarrecedor  não vemos grandes reportagens e nenhuma investigativa mostrando a roubalheira, se é que existe, nos contratos assinados no Estado . Tudo está  sendo revelado na Lava-Jato.
Agora sabemos de acordo com o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht que o ex-governador da Bahia, Jacques Wagner  teria recebido três relógios caríssimos e dinheiro para o candidato a sucessão dele, Rui Costa,ambos do PT. Foram U$30 milhões. Outros dois executivos disseram ainda que ele teria recebido mais U$12 milhões e U$ 10 milhões, portanto, totalizando U$ 52 milhões, só da Odebrecht.
 Jacques nega que promoveu estas ações beneficiando a empresa  para que recebesse os pagamentos em atraso da obra da Fonte Nova e a diminuição do ICMS para a Braskem, empresa do grupo Odebrecht. 
Lembro que nos meus últimos anos que trabalhei jornal A Tarde e os então proprietários, conhecidos capitalistas, que adoram usufruir das delícias e lucros do capitalismo, davam uma de marxistas , defendendo  este projeto,que tantos males fez ao nosso país, e consequente à Bahia. Resultado, o jornal foi definhando, e hoje,é um simulacro com uma dívida altíssima, quase impagável.
Não souberam acompanhar o tempo e passar no momento oportuno para o digital. O pior é que devido este conluio com o petismo perdeu sua credibilidade, que é a alma de qualquer veículo de comunicação.
Lembro da luta do dr. Jorge Calmon para manter uma independência, a mínima que fosse, do centro do poder político , econômico e religioso. Sei que era difícil, porque o jornal dependia de anúncios para que pudesse continuar sua trajetória .
Sabemos que o  governo é um grande anunciante, além dos empresários. Por serem grandes anunciantes, quando contrariados costumam suspender ou diminuir a quantidade de anúncios para os veículos que os criticam. Isto torna-se difícil a sua sobrevivência. Infelizmente, funciona desta forma. E na quadra petista a pressão era quase explícita.
( Leia reportagem no G1 sobre os mimos que Jacques Wagner teria recebido, segundo os ex-executivos da Odebrecht e colaboradores da Justiça)
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