Objetivo


terça-feira, 25 de abril de 2017

CONSELHO DE PROCURADORES QUER RESTRINGIR LAVA-JATO


Os membros do Conselho Superior do MPF tomaram
uma posição no mínimo estranha, querendo restringir
as operações especiais como a Lava-Jato. Preocupante.

À direita a subprocuradora-geral Raquel Dodge, autora
da Resolução que pode esvaziar a Lava-Jato.
Outro ataque à Lava-Jato vem exatamente de dentro da Procuradoria através o Conselho Superior do Ministério Público
Federal . Na última reunião do Conselho realizada ontem , dia 24, de abril,eles votaram pela restrição de ceder procuradores e outros técnicos para operações especiais , principalmente para a Lava-Jato. De última hora criaram um sistema de transição com prazo definido que poderá resultar mesmo em grande prejuízo para Lava-Jato.
Uma proposta corporativista e prejudicial ao país. Felizmente, o Procurador Geral da Justiça, Rodrigo Janot, teve a sensibilidade de pedir vistas.Mas, a votação da Resolução já está praticamente decidida por 8 x 1.
É estranho que este ataque venha de dentro da Procuradoria e pelo seu Conselho, que é órgão maior da entidade. Será que é vaidade, porque os procuradores da Lava-Jato estão atuando com força total e chegando aos corruptos de colarinho branco? Será que é para defender corruptos de grande força política? O que levou os membros deste Conselho  partir para esvaziar a Lava-Jato e outras operações que possam surgir?

"FOGO AMIGO'

Este é o chamado "fogo amigo", que ocorre em guerras ou em períodos de crise , e dá uma demonstração pública de que existem procuradores contra a  Lava-Jato e outras operações especiais, que possam resultar em grande visibilidade, com prisões de políticos, funcionários  e empresários corruptos .
O segundo  ataque vem do Parlamento, exatamente onde centenas de seus membros estão envolvidos com a corrupção, alguns presos, outros transformados em réus ou citados em vários depoimentos de colaboradores da Justiça.
O projeto do senador Renan Calheiros, que responde há mais de 10 processos, foi encampado por seu  colega de partido, PMDB, Roberto Requião que o transformou num verdadeiro ataque aos que estão combatendo a corrupção.
Estes dois ataques têm que ser combatidos com veemência no Parlamento pelos congressistas que não se submeteram à corrupção, nas ruas pela população, e também, nas redes sociais, como estou fazendo aqui denunciando mais estas ações de corporações.


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