Objetivo


domingo, 21 de outubro de 2012

VISÕES DIFERENTES E OPOSTAS NO STF


                   


Texto Reynivaldo Brito

O julgamento do escândalo do mensalão mostra para os brasileiros como dois juizes têm visões e convencimento diferentes a respeito das falcatruas que os réus praticaram na compra de votos para o governo de Lula. O relator Joaquim Barbosa e o revisor Ricardo Lewandowski ( foto Google) não discordaram apenas sobre as condenações mais importantes . O revisor viu  de forma oposta , segundo um jornal carioca, 46% das condenações do relator.
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 As mais relevantes foram as absolvições proferidas por ele referentes a José Dirceu , por corrupção ativa; a José Genoino,também por corrupção ativa e, a de  João Paulo Cunha, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato.
O que fico espantado e não entendo é porque o  mesmo fato pode dar interpretações tão opostas entre  juízes da nossa Suprema Corte, principalmente entre o relator e o revisor.
Por coincidência, em algumas  votações importantes do mensalão Lewandowski e o ex-advogado ligado ao PT e, hoje, também ministro do STF , Dias Toffoli  têm visões semelhantes sobre as atitudes dos réus.  Basta cotejar algumas das votações. Segundo foi largamente publicado em vários jornais alguns juristas apostavam que ele ia se recusar a participar do julgamento.  Porém, não foi o que aconteceu.
Consta da biografia não oficial de Dias Tofolli que de 1965 a 2000 foi assessor parlamentar da Liderança do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados. Foi advogado do  PT nas campanhas do presidente Lula em 1998,2002 e 2006. Exerceu o cargo de subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil de 2003  a 2005 durante a gestão de José Dirceu. Foi exonerado pela ministra Dilma Roussef a pedido.
Agora, acabam de ser eleitos Barbosa e Lewandowski. Barbosa será o próximo presidente do Supremo Tribunal Federal e Ricardo Lewandowski, o vice. Será uma convivência muito delicada, tendo em vista as discordâncias e visões diametralmente opostas entre os dois juízes.
Prefiro , evidentemente, a postura firme e verdadeira de Joaquim Barbosa que se debruçou meses a fio em cima dos 53 volumes do processo 470 do mensalão. Prefiro, como a grande maioria dos brasileiros, a sua visão e seus argumentos contundentes sobre a participação do chamado núcleo duro do PT na compra de votos para apoiar o governo Lula.
É sempre bom lembrar, que a maioria das negociações foram perpretadas em salas bem próximas a do então presidente, que  "não sabia de nada". Lula é o Tufão da política? Claro que não, evidente que sabia do que estava ocorrendo e, certamente, dava as linhas de ação.Me engane, que eu gosto...
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