Objetivo


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

PRISÕES BRASILEIRAS

                         

Milhares de presos vivem há vários anos amontoados em cadeias  e prisões, que são verdadeiras masmorras e escolas do crime. Uma das razões da pena é que o indivíduo pague pelo crime que cometeu, porém , saía da prisão ressocializado. Infelizmente no Brasil as pessoas condenadas  saem pior das prisões.
Dois assuntos ocuparam as páginas de jornais, revistas , programas de rádios e televisão esta semana. A declaração do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ex- deputado federal (PT)   que disse que preferia morrer a ficar muito tempo na prisão. Afirmou  ainda que o sistema carcerário do país é medieval e que não ressocializa ninguém.Vejam que o Ministro é do mesmo partido que há 10 anos está no poder e, pouco fez para melhorar o sistema carcerário brasileiro ! Ele mesmo até agora,  na qualidade de Ministro da Justiça não apresentou nenhuma medida significativa nesta direção. Só agora, que o chamado núcleo político do mensalão foi condenado é que passa a lembrar da triste situação dos presídios.
Conhecido por seus arroubos no Parlamento, Cardozo fez esta declaração para 300 empresários em São Paulo , no dia imediato em que o Supremo Tribunal Federal - STF condenou o ex-Ministro  da Casa Civil ,José Dirceu (PT) a 10 anos e 10 meses de prisão em regime fechado . Portanto, ele deve ir para um desses presídios que o seu colega da Justiça considera medieval.
Talvez, não dê tempo para reformar ou construir um presídio confortável para os que compraram votos de parlamentares corruptos para aprovar projetos de interesse do governo do partido do Ministro da Justiça, e já foram condenados,além de outros que ainda aguardam suas penas.
O segundo assunto foi uma nota infeliz da direção do partido de Cardozo criticando o Supremo Tribunal Federal pela condenação dos que agendraram o Mensalão. Triste país que ainda tem pessoas com pensamentos voltados para o século XIX e, ainda sonham com a implantação de um governo totalitário, a exemplo, do comunista soviético, que ruiu de podre!
O jornal a Folha de São Paulo, de hoje, chama atenção em sua manchete de primeira página que "Governo investiu só 1/5 da verba para presídios". Ai está uma clara prova de também o Governo atual não está mesmo interessado em melhorar o nosso sistema carcerário.Veja você que na referida reportagem está lá informando que Cardozo, cuja área o sistema carcerário está sob sua total responsabilidade, dos R$312,4 milhões disponíveis só utilizou R$63,5 milhões, e poderia ter construído mais oito presídios ao custo individual de R$30 milhões. Multiplique isto pelos 10 anos que Lula e Dilma estão no poder.Logo concluímos, que se tivessem interesse em acabar com as prisões medievais tiveram tempo e dinheiro suficiente para isto. Faltou vontade política, agora, refletida nos lamentos, porque a trupe do Mensalão está prestes em ser presa.
O que devemos lamentar é a lacuna que deixou o Ministro Ayres de Brito, que completou 70 anos e foi obrigado a se aposentar compulsoriamente, como determina a legislação. Este sim, merecia ficar mais alguns anos para mostrar aos brasileiros a sua postura de magistrado ilibado, de magistrado que não tem medo de distribuir a Justiça igualitariamente, como o fez nos longos anos que esteve exercendo a magistratura em vários níveis.
Quanto ao Ministro  Cardozo o que podemos dizer é que vá trabalhar para melhorar os presídios, que realmente são masmorras , porque o ser humano merece ser tratado melhor, não apenas os integrantes do Mensalão. Dizem que a Justiça é cega no sentido de punir a todos independentemente da cor, credo,tamanho e  nível social com a mesma independência e rigor. A punição dos que estão envolvidos com o Mensalão é um grande exemplo contra a impunidade, que tanto prejudica o nosso país. Vamos agora aguardar a hora desta gente ir para o presídio cumprir as penas pelos crimes que cometeram contra a sociedade brasileira.
Em tempo, as pessoas mais informadas que  acompanham o julgamento do Mensalão  estranharam a postura de dois ministros  se aproximando com a  dos advogados dos réus. Um deles chegou a argumentar que o intuito final dos réus era financeiro, não era matar. Vá entender...
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