Objetivo


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

PRESIDENTE DO STF SALVA A LAVA-JATO

A Ministra Carmen Lúcia desempatou e ganhou
a sociedade brasileira.
Assistimos perplexos na tarde e noite de hoje , dia 5, de outubro mais uma vez o Supremo Tribunal Federal mostrar à toda sociedade brasileira sua indecisão em julgar assuntos quando dizem respeito a interesses dos poderosos. Trata-se do julgamento de uma ação que já havia sido julgada em fevereiro deste ano, e o STF decidiu em plenário por 7 x 4 que os condenados em segunda instância poderiam ser presos para cumprir pena. Foi devido a esta decisão importante que a Lava-Jato pode encarcerar vários corruptos que roubaram os cofres públicos e levaram o país pra esta situação em que nos encontramos, bem como outros criminosos, que estavam soltos há vários anos, como é o caso emblemático de um jornalista que matou sua amante, e ficou solto durante 11 anos recorrendo com várias artimanhas jurídicas pra fugir da cadeia. Com base na decisão de fevereiro do STF ele foi pra cadeia.
Caso a  ministra Carmem Lúcia, atual Presidente do STF, não desse o seu voto de minerva desempatando por 6 x 5, centenas de criminosos iam ganhar às ruas, inclusive a turma que está na cadeia em Curitiba. Seria uma desmoralização do sistema jurídico brasileiro. O que mais chamou a atenção deste julgamento foram os votos do decano Celso de Mello ,de quem muitos brasileiros esperavam que desse uma lição aqueles que lutavam pela derrubada da decisão do STF de fevereiro. Ao contrário, ele votou a favor da derrubada da decisão anterior,frustrando muita gente que viu naquele seu discurso durante a posse da presidente do STF, uma luz de civilidade e justiça. Mas, esta luz se apagou num palavreado que durou quase uma hora.

Rosa Weber votou pela segunda vez contra
a decisão da maioria do STF.
Também, o voto do ministro Dias Toffolli causou surpresa porque ele mudou de lado. Em fevereiro acompanhou o relator votando a favor da prisão dos condenados em segunda instância ,e hoje, votou ao contrário. Isto mostra insegurança? Falta de conhecimento? Pressão de alguém? É no mínimo estranho que um julgador mude de posição sem uma justifica plausível, porque não houve qualquer fato novo.
Votaram contra os ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffolli, Celso de Mello, Marco Aurélio e Rosa Weber. Votaram pela manutenção da decisão do STF de fevereiro, que determina a prisão em segunda instância os ministros; Gilmar Mendes, Roberto Barroso, Luis Fachin ( relator), Teori Zawaski ,Luiz Fux e desempatou a presidente do STF , Carmen Lúcia.

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