Objetivo


sábado, 21 de julho de 2012

OBRAS RARAS ROUBADAS DO INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DA BAHIA

HISTÓRIA DA BAHIA - furo de reportagem
Texto Reynivaldo Brito
Fotos Google
Mais de uma dezena de livros históricos e raros foram roubados do Instituto Geográfico Histórico da Bahia e agora alguns deles foram encontrados em poder de uma quadrilha em São Paulo. O roubo é o segundo que acontece em pouco tempo na instituição causando grandes prejuízos para a cultura baiana. A professora Consuelo Pondé de Sena, presidente da instituição confirmou a este jornalista os roubos de quase 20 livros, alguns de alto valor econômico e histórico. O mais valioso é de autoria da Gaspar Baleus que trata dos feitos dos holandeses no Brasil e em especial na Bahia, o qual teria sido pago para ser escrito por Maurício de Nassau, com recursos próprios e, é todo escrito em Latim. Os holandeses aqui desembarcaram em 10 de maio 1624 com uma esquadra sob o comando de Jacob Willekens com  vários navios que traziam 1.700 homens embarcados. Na realidade não existe ainda um levantamento cuidadoso de tudo que sumiu da biblioteca do Instituto, porque inclusive a bibliotecária-chefe está hospitalizada  em estado grave.
Foto da linda fachada  que fica na Av. Sete de Setembro.
Além de enfrentar o problema do roubo de importantes exemplares do seu acervo o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, órgão memorável que merece todo apoio e respeito dos baianos e das autoridades está enfrentando uma séria dificuldade porque foi colocado na dívida ativa pela Prefeitura Municipal por uma “dívida” absurda que já vai a mais de R$160 mil de uma taxa de lixo. Ora, o Instituto fundado em 1894 e que já prestou e presta inestimáveis serviços a cultura baiana e do Brasil  não tem dinheiro para pagar.Esta dívida é ridícula, porque o órgão é até isento de pagar IPTU e outros impostos.Embora seja uma entidade civil não tem fins lucrativos. É hora de alguém do executivo municipal ou a própria Câmara Municipal tomar esta iniciativa de isentá-lo desta dívida impagável.
O pré tombamento do Instituto que estava em andamento e, que é mais do que merecedor, está parado aguardando a solução deste problema criado pela Prefeitura de Salvador. Mais um absurdo.

                                                  OBRAS E QUADRILHA

A tal quadrilha que parece responsável pelo roubo no Instituto Histórico e Geográfico da Bahia surrupiou obras em São Paulo: da Biblioteca Mário de Andrade, do Instituto Histórico e Geográfico e do Instituto de Botânica. Em Minas Gerais: Museu Marino Procópio, em Juiz de Fora. Em Pernambuco no Gabinete Português de Leitura e  Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. Na Bahia : no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. No Rio de Janeiro:  Biblioteca Nacional,  Museu Nacional, Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Palácio do Itamaraty, Casa de Rui Barbosa, Real Gabinete Português de Leitura e Fundação Oswaldo Cruz.
 Professora Pondé de Sena preocupada com os roubos na instituição.
São 14 instituições até agora confirmadas como vítimas desta quadrilha que segundo consta seria comandada pelo estudante de biblioteconomia Laéssio Rodrigues de Oliveira que está preso na Penitenciária carioca Bangu 2, mas que segundo policiais continua comandando os roubos através de bilhetes e cartas que ele escreve para seus comparsas aqui fora.
Portanto, um alerta aos dirigentes de instituições onde existem obras de arte como telas de pintura, gravuras, desenhos, livros e documentos raros. Este estudante de apenas 39 anos de idade é um verdadeiro especialista em roubar obras de valor. Segundo policiais a maioria delas são vendidas para colecionadores brasileiros, argentinos e uruguaios.

                                            RECUPERADOS

Disse a professora Consuelo Pondé de Sena, do IGHB que ela pessoalmente esteve no Rio de Janeiro onde recuperou várias obras roubadas trazendo-as de volta para a biblioteca do órgão.
“Agora recebi a comunicação do delegado responsável pelo inquérito que me confirmou a existência de outras obras do Instituto que foram roubadas por esta quadrilha. Já enviei uma procuração para o Sr. Carlos Kértsz, que reside em São Paulo, e é sócio da instituição para que receba estas obras e nos envie. Estamos aguardando com expectativa a chegada dessas obras.”
Segundo os jornais paulistas este ladrão até 2005 agia sozinho. Mas, daquele ano em diante, formou uma quadrilha que tem causado grandes prejuízos a várias instituições de nosso país. Portanto, é hora dos dirigentes e funcionários de museus, institutos, bibliotecas e outros órgãos que guardam obras valiosas reforçarem sua atenção para que não sejam as próximas vítimas desses ladrões.


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