Objetivo


quinta-feira, 12 de julho de 2012

JUSTIÇA - MUDANÇA DE JUIZADO PARA IAPI DESAGRADA ADVOGADOS E PÚBLICO

 JUSTIÇA
Texto e Fotos de Reynivaldo Brito





Este é o prédio das salinhas minúsculas dos Juizados no Iapi. Também, não vi rampa para os portadores de necessidades especiais.

Os advogados que militam nos Juizados de Pequenas Causas e Defesa do Consumidor de Brotas, que funcionava na Avenida Antônio Carlos Magalhães, próximo ao Iguatemi, e que foi transferido para o Jardim Santa Mônica, 750 E, no final de linha do bairro do IAPI, estão insatisfeitos com a decisão do Tribunal de Justiça de insistir nesta transferência.  Presenciei várias pessoas reclamando da dificuldade de deslocamento e do “apertamento” das instalações do órgão. Esta decisão, segundo informações extraoficiais, teria sido tomada diante da intransigência do dono do imóvel onde funcionava o órgão, que queria cobrar um preço muito alto pelo aluguel.  O Presidente do TJ, desembargador Mário Alberto Hirs, prometeu estudar o caso.
O Presidente da Oab, Saul Quadros chegou a levar um abaixo assinado  com 303 subscrições  de advogados que militam naquele órgão para que a transferência fosse adiada.  Infelizmente o TJ foi irredutível e ainda não atendeu ao apelo dos advogados e do público. Muita gente acha que a esta altura do campeonato nada vai mudar. O órgão já está funcionando por lá em situação precária.


                                            IMOBILIDADE

Para você chegar ao Juizado no IAPI terá que sair de casa com 01h30min hora a 2 horas antes da audiência, porque vai enfrentar pistas esburacadas e engarrafadas na Avenida Bairro Reis, subida da Ladeira do Iapi, e em toda a extensão da rua que leva ao fim de linha do bairro. Se você vai pela primeira vez terá ainda que perguntar durante o trajeto a três ou mais pessoas, em locais diferentes, como se chega ao Juizado. É um tal de segue em frente, dobra à direita, dobra à esquerda, segue até alcançar o imóvel. Lá chegando tome cuidado porque o local é infestado de ladrões e até os policiais costumam avisar, principalmente às advogadas, para tomarem cuidado ao entrar e sair dos automóveis.
Não existe uma vaga sequer para você estacionar. Terá que andar com seu carro e colocar em cima de uma calçada, o que já é uma infração de trânsito, além de prejudicar os pedestres. Há  pouquíssimas vagas para juizes e servidores graduados.
Lá chegando, sobe algumas escadas e depara-se com uma minúscula recepção apinhada de gente que espera as audiências ou vem tratar de outros problemas sobre andamento de processos etc. Mas, o pior são as pequeninas salas de conciliação que tem apenas quatro cadeiras  para as partes. Se o processo tiver mais de um réu ou autor terá que esperar lá fora. As salinhas simplesmente não cabem e as portas são fechadas com dificuldade . Se a parte tiver um corpo mais pesado a dificuldade aumenta muito.Foto lateral do prédio.
Quando lá estive enfrentei uma barulheira infernal, porque um operário, desses terceirizados, estava com uma furadeira fazendo  alguns buracos para instalar, uma sirene ou um interruptor. Fui usar o sanitário masculino e observei que tem dois vasos. Um estava coberto  por um papel, interditado e, o outro, com um aviso para você colocar o dedo num imenso buraco para acionar a descarga.
Está portanto, na hora de o Tribunal de Justiça, que tem obrigação de levar a Justiça ao povo, tomar providências urgentes para que os órgãos que estão sobre sua administração tenham realmente ambientes mais planejados para receber advogados, servidores e o público em geral. Afinal somos nós que pagamos os impostos, e consequentemente salários de desembargadores, juízes e servidores, além do trabalho dos profissionais do direito.
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