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segunda-feira, 11 de junho de 2012

TRÂNSITO - MOTORISTA: O MAIOR RESPONSÁVEL PELOS ACIDENTES DE VEÍCULOS

A TARDE SEGUNDA FEIRA, 2 DE ABRIL DE 1973
Texto Reynivaldo Brito


TRÂNSITO


Com o desenvolvimento tecnológico milhares de pessoas estão de posse de poderosas armas: são os veículos automotores.Eles modificaram o estilo de vida da sociedade contemporânea, dando-lhe um maior lazer. Em contrapartida, são os responsáveis por uma triste estatística ocasionada por acidentes a atropelos fatais. As causas apresentadas pelos estudiosos variam de país para país. Na França, afirmam que a principal causa de acidentes, principalmente nos fins de semanas, são as namoradas que distraem os motoristas, vindo o álcool e a velocidade em segundo plano. Já os americanos apontam o estado físico e psicológico do motorista, a idade, álcool e comportamento. Outro especialista italiano considera que os desequilibrados e os agressivos são os maiores responsáveis pelos acidentes automobilísticos.Os motoristas não respeitam as placas que assinalam curvas fechadas e o resultado são capotamentos com vítimas, muitas vezes fatais, e perdas materiais significativas, como na foto ao alto.
O Chefe da Divisão Médica do DNER, médico José Guimarães Moraes, em recente palestra que proferiu na sede do DERBA, declarou que “morreram em todo o mundo no ano passado quase 200 mil pessoas, e 9 mil pessoas no Brasil, sendo que os motoristas são os responsáveis por 90% dos acidentes, os veículos por 8% e finalmente as rodovias por 2%.
“Acontece que na maioria dos países vem se procurando melhorar a segurança dos veículos e das estradas e esquecem o motorista, que é o maior responsável por esta batalha sem heróis.”

                                                   EXAME PRIMÁRIO

Todos os estudiosos de problemas de trânsito concordam que os exames de motoristas são primários. É preciso que as autoridades responsáveis por este setor atentem para o fato de que deve ser analisado o estado físico e psicológico do futuro motorista.
Esse homem irá comandar uma máquina que modificou o estilo de vida de milhares de pessoas, que lhe permitirá chegar mais cedo no local desejado mas que poderá também ser utilizada como uma eficiente máquina de destruição. Daí ser necessário um treinamento mais rigoroso e uma análise de seu comportamento. Se fossem realizados exames mais cuidadosos, por exemplo, em nossos motoristas de táxis, Salvador ganharia outra qualidade que seria de “a maior cidade do mundo sem táxis”.
Isto porque a agressividade desses profissionais é percebida por qualquer pessoa, sem mesmo a necessidade de um exame mais acurado. As contramãos, as batidas, as discussões e os xingamentos ocorrem a toda hora.
O comportamento de muitos profissionais e amadores atestam a sua agressividade e portanto são incapazes para dirigir um veículo não somente na área urbana como também nas rodovias.

                                                  QUARTO LUGAR

Disse ainda o médico José Guimarães Morais que o Brasil ocupa o quarto lugar do mundo em quilômetros de rodovias construídas e o 11º em número total de automóveis.
Imaginemos que até agora não temos nem conceituado o que seja morto em acidente de veículo. Considera-se no Brasil como morto em acidentes de veículos toda pessoa encontrada morta pelos patrulheiros nas rodovias. Acontece que muitas pessoas não são encontradas pelos patrulheiros e esses não têm conhecimento de todos os acidentes.
Acidentes,às vezes espetaculares, são fruto de má preparação do motorista  e de um descuido qualquer.(foto)
Apesar disso é muito sombrio o número de mortos em nossas estradas”.
Somente nas rodovias federais morreram em 1971, 5971 pessoas.Existem 12 hospitais, oito nas imediações da rodovia Rio-São Paulo, um na Rio-Petrópolis, que mantém convênios como DNER para atendimentos de feridos por acidentes de veículos nas rodovias.
Embora muita gente acredite que os veículos pesados e ônibus sejam os maiores responsáveis pelo número de acidentes enganam-se. São os carros chamados de passeio, dirigidos por motoristas agressivos, os maiores responsáveis pelo alto índice de acidentes no Brasil.
Para combater este mal os especialistas argumentam que deve além de haver uma melhor fiscalização que seja estipulada uma punição mais severa para os assassinos do volante.

                                                           ACIDENTE

O acidente é definido como uma ocorrência de acontecimentos que podem ocasionar morte, ferimentos e danos materiais na propriedade de um ou mais cidadãos. O primeiro acidente registrado que se tem notícia ocorreu em 1896, em Londres, na Inglaterra, logo depois do início da indústria automobilística.
Atualmente morrem em apenas 28 países 200 mil pessoas por ano e o número de incapacitados está calculado em 2 milhões de pessoas. O maior número de veículos em circulação encontra-se nos Estados Unidos onde 51,6 do total de veículos existentes acham-se em circulação nas cidades e rodovias americanas.
A estrada João Pessoa-Campina Grande, que tem apenas 146 km é a que apresenta no Brasil o maior número de acidentes com casos fatais.
                                                           
                                                             PLACAS

No Brasil “as placas de sinalização servem para prática de tiro ao alvo e como decoração da estrada, pois os motoristas simplesmente ignoram suas recomendações, como a de reduza a velocidade, cuidado escola e outras. Com a grande presença de motos nas ruas  das grandes cidades e a má formação dos seus condutores é altíssimo o número de acidentes emvolvendo este tipo de veículo.(foto)
Para citar um exemplo o DETRAN colocou diversas placas indicativas quando mudou o trajeto do tráfego no bairro do Engenho Velho de Brotas, resultado: os marginais utilizaram as mesmas para provarem sua força física dobrando-as impiedosamente até inutilizá-las.
Uma providência que deve ser tomada é que os governos deveriam agir junto às fábricas de automóveis visando reduzir a capacidade dos motores. Com isto um “Fuscão” que não possui segurança alguma não teria capacidade para puxar até 140 quilômetros, e um “Variant” 160 km horários.
As curvas fechadas, e também a falta de sinalização de algumas pistas concorrem para aumentar os acidentes. A Avenida Bonocô e outras foram construídas com muitas curvas.
Nos dias chuvosos é comum carros derraparem e caírem dentro de um pequeno riacho que divide as duas pistas.




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