Objetivo


domingo, 24 de junho de 2012

VIOLÊNCIA - DE MENOR

OPINIÃO / VIOLÊNCIA
 Texto de  Reynivaldo Brito
  Foto Google

A sociedade brasileira tem testemunhado em todo o país centenas de crimes cometidos por menores.Crimes muitas vezes bárbaros, perpretados por jovens envolvidos com quadrilhas, algumas delas chefiadas por adultos, os quais deixam para o menor a triste incumbência de assassinar as pessoas. São mortes que resultam em marcas impagáveis e tristeza em muitas famílias que vêm seus entes queridos sendo mortos sem que os autores sejam devidamente punidos. Assassinar virou banalidade no Brasil. “Ah cara, matei a tia!”, declarou recentemente um menor criminoso que não mostrava qualquer arrependimento do seu ato. Esta semana outro menor assassinou uma jovem advogada em São Paulo, que ficara assustada quando foi abordada ao chegar a sua residência. Um tiro na cabeça tirou-lhe a vida deixando órfã uma criança. Fatos como este  tem ocorrido às centenas até em cidades do interior.
Existe uma distância muito grande entre o ideal e a realidade. Os que defendem o Estatuto da Criança e do Adolescente na sua íntegra são idealistas. Eles têm argumentos fracos sobre esta escalada da violência praticada por menor. Certamente é muito pouco que um menor assassino só fique três anos numa unidade correcional. Eu pergunto: Será que uma vida só vale três anos de perda de liberdade do seu autor?  Hoje, um jovem de 16 anos já tem todas as informações possíveis do que é certo ou errado. São aptos a votar, dirigir. Por que não estão aptos a pagar pelos crimes que cometem?
Tenho visto no noticiário menores com físicos bem desenvolvidos, que tramaram como adultos crimes  hediondos, com demonstrações de perversidade. Outra coisa,  muitas vezes esses registros  em cartórios são feitos algum tempo depois do nascimento e, esses " menores" criminosos se beneficiam do Estatuto. Também é preciso ficar atento que este menor criminoso pode ser um psicopata irrecuperável , que não tem qualquer sentimento ou arrependimento  em matar um cidadão.
Vejam, que segundo dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, somam 60 mil adolescentes cumprindo medidas sócio-educativas, sendo 14 mil em regime de internação e os demais em regime aberto. Um número assustador, que vem crescendo, exatamente por causa da impunidade. E o pior é que as estatísticas não mentem porque 70% desses adolescentes reincidem ao crime. Portanto, é um regime falido, que só beneficia o infrator, e, nós cidadãos, ainda somos obrigados a custear esses locais, verdadeiras escolas do crime. São raríssimas exceções os jovens infratores que realmente saem recuperados.
Considerar incapaz um menor de 16 anos em pleno século XXI “é querer tapar o sol com uma peneira”. É ser complacente demais com a violência. Esses menores criminosos, autores muitas vezes de crimes bárbaros, têm que pagar com a privação da liberdade por muitos anos, como acontece com os criminosos comuns.
 Sou contra a pena de morte , mas sou a favor da prisão perpétua para crimes bárbaros, a exemplo deste cometido por esta  criminosa que matou e esquartejou o marido, recentemente em São Paulo.
Agora estão elaborando o projeto do novo Código Penal onde as mudanças sugeridas pela comissão de juristas ampliam o poder do Estado na vida do cidadão. Dizem, os que já tiveram acesso às propostas, que estão previstas punições até  para quem não faz o bem , e que trazem bandeiras do politicamente correto. Mas esqueceram do menor criminoso. Deixaram para o Estatuto da Criança e do Adolescente, e assim continuaremos assistindo horrorizados as barbaridades cometidas pelos De Menor. Pode?. 
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