Objetivo


sábado, 16 de junho de 2012

ECONOMIA - NOSSO PIBINHO

OPINIÃO
Texto de  Reynivaldo Brito
Foto Google

Os estudiosos mais atentos sabem que o PIB (Produto Interno Bruto) não reflete integralmente a riqueza de um país. É apenas um referencial porque existem outros elementos que influem para que as pessoas vivam decentemente em seus países. Estamos caminhando para nove bilhões de habitantes no planeta Terra e empregar, alimentar, transportar e abrigar todo este contingente está a exigir dos governos e da sociedade civil muitas ações positivas para evitar mais conflitos em escala mundial. Em outras palavras, terão que reinventar inclusive a forma de lidar com a coisa pública.
Na foto canteiro de construção de plataformas marítimas em São Roque do Paraguaçu, Bahia.
O Brasil é um desastre quando se fala em lidar com coisa pública, porque os políticos e muitos empresários confundem o público com o privado. Só pensam em tirar vantagens. Basta a gente dar uma lembrada no mensalão, nos aloprados, e agora nos integrantes da leva de pessoas envolvidas com o empresário-bicheiro Cachoeira. Vai de governador a vereador, de militar aposentado a alto executivo de empreiteira. Hoje, no Brasil a palavra empreiteira já soa com ligação com o ilícito. Os contratos são aditivados como fazem os riachos no período das águas, levando milhões de litros de água para os rios maiores e depois pro mar. Assim o nosso dinheiro sai dos Denits, dos Pacs e de outras siglas criadas na ilha da fantasia, que é Brasília, para alimentar caixas dois de campanhas políticas, deixando a saúde e a educação do país com grandes necessidades não atendidas. São funcionários com super salários, a exemplo de um ex-presidente, hoje senador,  que segundo os jornais, ganha R$62 mil por mês, mais que a presidente da República.
É preciso pensar no bem-estar das pessoas. Integrando-as  nas grandes cidades para diminuir a violência. Mas com esse pibinho estamos condenados a piorar. Os dados agora divulgados mostram que está havendo uma desaceleração da economia. Já acendeu a luz amarela de muitos analistas, depois que o setor de serviços, que vinha sustentando o pequeno crescimento deu sinais de fraqueza em maio. As ações pontuais do governo de baixar o preço da indústria automobilística, por exemplo, não resolve. Este setor é um dos grandes poluidores da natureza, entope as cidades de carros, causando grandes engarrafamentos e piora o bem-estar das pessoas, além de serem protagonistas estrangeiros. Qualquer dificuldade de suas matrizes mandam para lá rios de dinheiro, quando não levantam a lona e vão embora.
Os arsenais que Dilma diz ter para acelerar a economia é conversa de palanque. A economia de nosso país terá um crescimento pífio  o que não é novidade já que estamos nos piores lugares entre os nossos irmãos sul americanos. Este arsenal de Dilma é composto daquelas bombinhas de 10 que estouram fazendo um barulhinho besta ou dão chabu nas noites de São João.
A última da Dilma foi dizer que ''Uma  grande nação deve ser medida por aquilo que faz por suas crianças e para seus adolescentes. Não pelo Pib". Ela fez esta declaração logo após o Banco Central divulgar o fraco desempenho da economia. Ora, se for medir pelo que o país faz pelas nossas crianças e adolescentes estamos piores ainda. Alguns economistas já estão falando que o PIB este ano será de apenas de 1,8%.

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