Objetivo


terça-feira, 17 de abril de 2012

CIDADE DE SALVADOR - A PROGRESSIVA DESTRUIÇÃO DO ABAETÉ


Revista: Manchete 24 de Dezembro de 1977


Baianos acusam empresas de profanar a famosa lagoa de Salvador

“Abaete é uma lagoa escura /arrodeada de areia branca”, canta o velho Dorival Caymmi enaltecendo o santuário de Oxum, ponto de encontro de casais enamorados e de lavadeiras folclóricas, que falam sobre os mistérios de suas águas. Porém, nem mesmo Oxum, senhora de todos os regatos e fontes de água doce, senhora absoluta da lagoa do Abaeté, não está contendo a violência da exploração imobiliária no local.
 No momento, escavadeiras e caçambas estão profanando o santuário, retirando toneladas de areia para serem utilizadas em construções de casas, em Salvador. De resto, segundo a imprensa de Salvador, parece que “uma maldição” caiu sobre a lagoa. As lavadeiras, por exemplo, já não usam o sabão caseiro, e que pouco poluía suas águas: hoje, encontram-se às margens da lagoa embalagens de sabão em pó e garrafas vazias de Qboa. Os peixes, em consequência dessa ação poluidora, estão mais escassos e os pescadores estão desaparecendo. Não obstante, os seguidores de Oxum continuam lançando muitos ramos de flores na lagoa. Na foto Caymmi mata a saudade da lagoa que cantou em verso e hoje está abandonada .

PROJETO

 Com a finalidade de preservar a ecologia, a paisagem e o interesse turístico de Abaeté, já foi apresentado um projeto que criará o Parque Metropolitano de Abaeté. O projeto prevê a ocupação de uma área de 22 milhões e 140 mil metros quadrados, que será dividida em quatro zonas, todas protegidas por Oxum. As intervenções seriam assim controladas, haveria a proteção visual com a recomposição da vegetação natural e das dunas, ora ameaçadas. Os técnicos defendem ainda a recomposição das dunas e a preservação da vegetação, para evitar que no futuro a lagoa venha sofrer a ação da erosão causada pelos ventos. Enquanto o projeto não se torna realidade, os seguidores de Oxum lançam flores e moedas à lagoa, na esperança – talvez inútil – de sensibilizar os depredadores.


O projeto foi implantado, porém ,o que vemos hoje  ( 2012) é a continuação da degradação .
Com certeza,em poucos anos Abaeté desaparecerá, se algo não for feito, imediatamente, por nós baianos.
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